Preço da cesta básica continuará subindo, mas com menor intensidade, diz economista

À CNN Rádio, Jackson Teixeira Bittencourt avaliou que guerra, fator climático e alta de combustíveis interferem na alta dos itens da cesta básica

Preços devem continuar subindo, mas em menor intensidade
Preços devem continuar subindo, mas em menor intensidade Divulgação

Amanda Garciada CNN

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Em março, a inflação sobre os itens que compõem a cesta básica disparou e superou a marca de 20% no acumulado de 12 meses, segundo um estudo de professores do curso de economia da PUC-PR.

Em entrevista à CNN Rádio, o coordenador do curso de Ciências Econômicas da PUC-PR, Jackson Teixeira Bittencourt, avaliou que “os preços vão continuar subindo, embora possivelmente perca a intensidade.”

“Percebemos queda na inflação no geral, mas o problema é que na virada do ano os preços foram pressionados. O tomate, por exemplo, é um fruto muito sensível à variação de temperatura, tivemos problemas de safra, a cenoura subiu expressivamente porque parcela teve de ser descartada.”

De acordo com o economista, “a questão do fertilizante importado da Rússia nos preocupa, a Ucrânia também com o trigo, por isso o pãozinho subiu bastante, há o fator climático, guerra, combustíveis altos, então esperamos ainda uma pressão, mas com menos intensidade.”

Na avaliação do professor, o Banco Central brasileiro “faz o papel dele” ao subir a taxa de juros em busca de controlar a inflação, e o governo federal também, com “pacotes de bondade”, com cortes de impostos em itens da cesta básica, “ainda mais em ano eleitoral.”

“O pacote de bondade tem custo, a taxa de juros elevada tem custo, trava consumo e produção e estabiliza a economia, mas com desemprego, quem for eleito este ano vai abrir o governo com a dívida pública e desemprego elevados, precisará de uma proposta arrojada para reverter e vai levar alguns anos”, defendeu.

Segundo Jackson Teixeira, não é viável restringir exportações para abastecer o consumo nacional: “Exportar é fundamental, sem dúvida, mas precisaríamos de um planejamento de abastecimento interno, não interferir, mas estruturar uma política, que envolva governo federal e governos estaduais, mas que não interfira na dinâmica do mercado.”

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