Preço do aluguel residencial sobe 1,63% em março e mantém maior alta desde 2011

Índice FipeZAP+ de Locação Residencial avança pelo nono mês consecutivo e fica próximo à inflação medida pelo IPCA

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Fabrício Juliãodo CNN Brasil Business

em São Paulo

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O preço do aluguel residencial no Brasil avançou pelo 9º mês consecutivo, segundo o Índice FipeZAP+ de Locação Residencial, que acompanha o comportamento em 25 cidades brasileiras.

A alta em março deste ano foi de 1,63%, a maior desde junho de 2011, quando foi registrado crescimento de 1,71%.

A pequisa anterior, referente a fevereiro de 2022, já apontava para recorde na alta do aluguel residencial em onze anos, quando mostrou avanço de 1,36%.

O resultado de março, divulgado na segunda-feira (18), ressalta a tendência de aumento dos preços.

Desde o segundo semestre do ano passado o indicador aponta crescimento: julho (+0,13%), agosto (+0,37%), setembro (+0,52%), outubro (+0,57%), novembro (+0,66%) e dezembro de 2021 (+0,80%); além de janeiro (+1,03%) e fevereiro (+1,36%) de 2022.

A variação média do aluguel residencial indicada pelo índice foi próxima à inflação ao consumidor medida pelo IPCA (+1,62%) e ligeiramente inferior à inflação apurada pelo IGP-M/FGV (+1,74%).

A cidade de Pelotas (RS) foi única das 25 monitoradas a não registrar elevação dos preços de locação residencial. O município teve ligeiro declínio de 0,07%.

Já entre as 11 capitais, as seguintes variações mensais foram observadas: Goiânia (+4,93%), Fortaleza (+3,19%), Florianópolis (+3,05%), Salvador (+2,91%), Belo Horizonte (+2,62%), Curitiba (+2,27%), Rio de Janeiro (+1,86%), Recife (+1,26%), Brasília (+1,09%), São Paulo (+1,08%) e Porto Alegre (+0,55%).

Aluguel x inflação

O Índice FipeZAP+ de Locação Residencial acumula alta de 4,07% nos três primeiros meses do ano, superando a inflação medida pelo IPCA no período (+3,20%).

O preço do aluguel ainda fica atrás da variação acumulada pelo IGP-M no primeiro trimestre, de 5,49%.

Já em relação aos últimos 12 meses, o Índice FipeZAP+ de Locação Residencial tem alta nominal de 7,59%, bem abaixo da inflação registrada pelo IPCA (+11,30%) e pelo IGP-M (+14,77%).

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