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    Preços ao produtor no Brasil sobem 1,18% em janeiro com indústria extrativa

    Índice de Preços ao Produtor (IPP) havia apresentado taxa negativa de 0,08% em dezembro

    Vista da mina de Carajás, da Vale, no Pará
    Vista da mina de Carajás, da Vale, no Pará 29/05/2012REUTERS/Lunae Parracho

    da Reuters

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    Os preços ao produtor no Brasil iniciaram o ano com forte alta de 1,18% em janeiro, diante da pressão da indústria extrativa, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Em dezembro, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) havia apresentado taxa negativa de 0,08%.

    Entre as 24 atividades analisadas, o IBGE apontou que 18 tiveram alta no mês, sendo que as maiores variações foram registradas em indústrias extrativas (9,54%), bebidas (4,31%), madeira (3,14%) e papel e celulose (2,85%).

    A indústria extrativa apresentou alta de preços pela primeira vez desde agosto de 2021, de acordo com o IBGE.

    Segundo o analista da pesquisa, Felipe Câmara, o resultado de janeiro está ligado ao preço do petróleo e do minério de ferro, ambos em alta no mercado internacional.

    Os preços no setor de refino de petróleo e biocombustíveis passaram a subir 2,26% em janeiro, depois de caírem 1,54% em dezembro.

    “O resultado dessa atividade não só acompanha a recuperação recente do preço do petróleo, mas também responde ao efeito da alta acumulada do barril nos últimos meses. O setor, como toda a indústria, convive ainda com o encarecimento nos custos de importação de insumos, provocado pela depreciação cambial do último semestre”, explicou Câmara.

    O IPP mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, isto é, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação.

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