Presidente-executivo do Banco Inter descarta negociação para venda do controle

João Victor Menin disse que, 'no momento', não há nenhuma negociação para alienação de participação acionária da empresa

Joao Vitor Menin, presidente do Banco Inter. 6/11/2019.
Joao Vitor Menin, presidente do Banco Inter. 6/11/2019. foto-reuters-nacho-doce

Aluísio Alves, da Reuters

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O Banco Inter não está em negociações para eventual venda de participação acionária da companhia e não tem no radar uma possível venda do controle, disse o presidente-executivo do banco digital, João Vitor Menin, nesta terça-feira (23). 

“No momento, não tem nenhuma negociação para alienação de participação acionária”, disse Menin. “Especulações sobre eventual interesse no Banco Inter mostram que viramos um player relevante no mercado”, acrescentou o executivo, ressalvando que “negociar o controle não está no horizonte”.

A unit do Banco Inter deu um salto de quase 20% na véspera, em meio a especulações sobre o possível destino dos recursos que o BTG Pactual pretende captar no mercado por meio de uma oferta subsequente de ações.

Segundo o executivo, com os efeitos da pandemia da Covid-19, entre eles o crescimento do ecommerce, o marketplace criado pelo Banco Inter em agosto passado atingiu neste mês a marca de R$ 2,5 milhões diários em transações. Isso ajudou a ampliar as receitas não financeiras do banco, já que as operações de compra e venda na plataforma rendem comissões para a empresa, que tem quase 6 milhões de clientes.

“Estamos no limiar de nos tornarmos uma plataforma de R$ 1 bilhão por ano em volume de negócios”, afirmou Menin. 

O marketplace, ambiente onde é possível fazer compras em lojas de departamentos, eletroeletrônicos, drogarias e turismo, foi um movimento do banco para deixar de ser uma plataforma apenas bancária e se tornar um Super App, e diversificar as receitas.

De acordo com o executivo, com os efeitos da pandemia, a meta de que as receitas financeiras representassem metade do resultado do grupo, antes previsto para um prazo de dois a três anos, pode ser agora atingida já na primeira metade de 2021.

Isso, disse Menin, ajudou a compensar a desaceleração nas operações de crédito em março e abril, dada a queda na demanda como efeito da crise. “O ritmo não voltou totalmente, então a nossa expectativa para o ano vai ficar um pouco comprometida”, afirmou.

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