‘Prévia do PIB’ registra queda de 0,43% em maio; em 12 meses, alta é de 1,07%

No ano, o índice acumula alta de 6,6%, segundo o Banco Central

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Dinheiro / real Foto: Priscila Zambotto / Getty Images

Thâmara Kaoru e Anna Russi,

do CNN Brasil Business, em São Paulo e em Brasília*

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O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma “prévia” do PIB (Produto Interno Bruto), apresentou queda de 0,43% em maio na comparação com o mês anterior, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (14) pelo Banco Central. O resultado para o mês surpreendeu o mercado, que esperava alta próxima a 1%. 

O indicador mostra que a economia voltou a contrair depois do recuo do IBC-Br de 2% em março, quando interrompeu 10 meses seguidos de ganhos. Entretanto, a alta de abril foi revisada com força para cima, a 0,85%, contra ganho de 0,44% informado antes.

Na comparação com maio de 2020, o IBC-Br registrou avanço de 14,21%. No acumulado em 12 meses, o indicador teve alta de 1,07%, segundo números observados.

No ano, o índice acumula alta de 6,6%, segundo o Banco Central.

Em meio ao andamento ainda lento da vacinação no país naquele mês, a produção da indústria brasileira subiu 1,4% em maio após três meses de quedas, retomando o nível pré-pandemia, mas com um resultado abaixo do esperado.

As vendas varejistas também subiram, pelo segundo mês seguido, mas o ganho de 1,4% também ficou abaixo do esperado.

Por outro lado, o volume de serviços cresceu 1,2%, e o setor deu sinais de aquecimento com alta recorde para o mês de maio.

Equipe econômica eleva previsão para o PIB

Nesta quarta-feira, a equipe econômica do governo federal melhorou a projeção de crescimento do PIB, que passou de 3,5%, prevista em maio deste ano, para 5,3%

O valor é praticamente igual à previsão do mercado financeiro, que espera alta de 5,26% neste ano, segundo a última edição do Boletim Focus.

*Com Reuters

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