Previsibilidade é alívio a empresários, mas retomada será lenta, diz Fecomercio

Guilherme Dietze ainda disse que a falta de definição do cronograma não afeta as expectativas positivas da classe empresaria

Da CNN, em São Paulo

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O assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), Guilherme Dietze, avaliou como positivo o plano de reabertura das atividades comerciais no estado de São Paulo. O cronograma, que ainda tem pontos indefinidos, mas já traça a trajetória da retomada, foi divulgado na quarta-feira (27) pelo governador João Doria (PSDB).

Para o assessor da Fecomercio-SP, a palavra que tranquiliza os empresários é previsibilidade. “É um alívio relativo. Passamos o início da semana com uma hipótese de lockdown e, pelo menos, estamos falando agora de reabertura. Veio nesse momento a palavra previsiblidade, que era o que os empresários precisavam até então”, afirmou. 

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Dietze ainda disse que a falta de definição do cronograma não afeta as expectativas positivas da classe empresarial. “Ainda que não seja tudo definido, com esse plano a gente começa a ver alguns sinais mais claros do futuro próximo. A gente não ver uma reabertura muito ampla com as pessoas voltando ao comércio, mas ter um sinal abertura já é o suficiente para ter um alívio nas expectativas”, acrescentou.

O representante da Fecomercio-SP avaliou que a reabertura terá algumas dificuldades por conta do medo da população diante da Covid-19, que afetará o comportamento de consumo, e receio da perda do emprego. “Mesmo com a reabertura gradual, as pessoas estão com medo de saírem às ruas. Não é tão fácil assim, mas é óbvio que é preferível ter uma reabertura gradual pensada do que ter tudo fechado, mas não adianta ter uma expectativa muito alta em relação a uma possivel retomada”, estimou. 

O assessor econômico finalizou dizendo que os empresários precisam de “um norte para os empresários montarem as suas estratégias”, mas entendem que a recuperação se dará a pequenos passos. “A gente vai precisar de crédito e, principalmente, previsibilidade. Vamos com calma. É importante ter esse sinal de reabertura, mas não vamos ter uma retomada muito forte no primeiro momento”, concluiu.

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