Produção industrial cresce 0,5% em fevereiro, diz IBGE

Por outro lado, houve também uma queda de -0,4%, quando comparado com o mesmo mês do ano passado, revela Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF)

Gustavo Lago

da CNN Brasil, no Rio de Janeiro

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fábrica mercedes
Trabalhadores em linha de montagem de caminhões em fábrica da Mercedes Benz em São Bernardo do Campo, Brasil (27.mar.2018)
Foto: Paulo Whitaker/Reuters

O aumento foi registrado na passagem de janeiro para fevereiro de 2020. Por outro lado, houve também uma queda de -0,4%, quando comparado com o mesmo mês do ano passado, revela Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF). Nos últimos 12 meses, a atividade industrial recuou -1,2%. Os dados foram divulgados, nesta quarta-feira (01), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento também aponta que, no avanço de 0,5% da atividade industrial, registrada entre janeiro e fevereiro, houve expansão na produção em 15 das 26 atividades do setor industrial.

Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram registradas por veículos automotores, reboques e carrocerias (2,7%) e outros produtos químicos (2,6%), crescimento registrado pelo segundo mês seguido.

Outras contribuições positivas relevantes vieram dos ramos de produtos alimentícios (0,6%), de celulose, papel e produtos de papel (2,4%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (3,2%) e de produtos de borracha e de material plástico (2,1%).

Mesmo com o bom desempenho em fevereiro, o setor industrial ainda se encontra 16,6% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011, quando o setor atingiu seu maior pico de produção na série histórica da pesquisa.

Os dez ramos que reduziram a produção nesse mês, o desempenho de maior importância para a média global foi registrado por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,8%), interrompendo três meses consecutivos de expansão na produção, período em que acumulou ganho de 8,6%.

Outros impactos negativos relevantes foram nos setores de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos -5,8% (após alta +3,5% registrada em janeiro de 2020). E de outros equipamentos de transporte, -8,7% (que comportamento negativo presente desde novembro de 2019 e acumulando nesse período redução de 17,0%).

Grandes categorias econômicas

No setor de bens de capital houve um aumento de +1,2%, após avançar 13% em janeiro de 2020

O setor de bens intermediários registrou alta de +0,5% – fechando o terceiro mês seguido de crescimento na produção, totalizando ganho de 1,6% par ao período.

Os segmentos de bens de consumo duráveis registraram queda de -0,7% – após avanço de 4,1% no mês anterior; e os bens de consumo semi e não-duráveis, houve recuo de -0,2%.

Média trimestral

Segundo a média trimestral da pesquisa, o setor total da indústria registrou alta +0,2% – após a constante queda registrada desde outubro de 2019.

Os bens intermediários registraram alta de +0,5%, após três meses consecutivos de queda na produção. E alta de +0,2% para os bens de capital – interrompendo a trajetória descendente iniciada em junho de 2019.

Já os setores produtores de bens de consumo semi e não-duráveis registraram queda de -0,6%. E recuo também para o setor produtor de bens de consumo duráveis de -0,5%. Ambos com o terceiro mês seguido de contração e acumulando redução de 1,8% e de 3,7%, respectivamente.

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