Qualcomm quer entrar em infraestrutura 5G com chips para estações rádio base

É a primeira entrada de uma grande companhia norte-americana em um mercado dominado por grupos europeus e chineses

Mulheres usando o celular: Receita da TIM subiu 1,2% no 3º trimestre comparado a mesmo período de 2019
Mulheres usando o celular: Receita da TIM subiu 1,2% no 3º trimestre comparado a mesmo período de 2019 Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Stephen Nellis, da

Reuters

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A Qualcomm anunciou nesta terça-feira que vai produzir chips para equipamentos de redes padrão 5G, na primeira entrada de uma grande companhia norte-americana em um mercado dominado por grupos europeus e chineses.

A Qualcomm já é a maior fornecedora de chips para celulares. Mas o mercado para estações rádio base e outras infraestruturas compradas por operadoras de telecomunicações tem sido dominado por grupos como Nokia, Ericsson e Huawei Technologies.

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A Qualcomm não planeja entrar em competição direta com estas empresas. Em vez disso, a companhia tem como objetivo se tornar fornecedora de chips para estas empresas e outras conforme o mercado 5G evolui.

Atualmente, estações rádio base 5G são parecidas com celulares de antigamente, em que uma única empresa projeta todo o aparelho, encomendando chips específicos e desenvolvendo o próprio software. Hoje, o mercado de smartphones explodiu, graças à combinação de chips padronizados fornecidos pela Qualcomm e o aproveitamento do sistema operacional Android, do Google, por centenas de fabricantes de celulares.

Cristiano Amon, presidente da Qualcomm, afirmou que uma tendência semelhante está ocorrendo com as estações rádio base 5G, em que companhias como Microsoft estão trabalhando para desenvolver software capaz de executar virtualmente estações 5G. A Qualcomm quer fornecer os chips para estas estações, tanto para os atuais fabricantes, quanto para qualquer novo entrante.

“Creio que temos vantagem em pensarmos sobre como será a próxima geração da infraestrutura. Não queremos nos preocupar com quaisquer produtos legados, queremos começar a projetar algo do zero”, disse Amon.

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