Quase 70% dos brasileiros afirmam que inflação prejudica o consumo de alimentos

Pesquisa da Febraban mostra que o preço do combustível tem impactado a vida de 42% dos entrevistados

Grande maioria dos brasileiros relata que a inflação tem afetado principalmente na alimentação e no abastecimento de outros produtos domésticos
Grande maioria dos brasileiros relata que a inflação tem afetado principalmente na alimentação e no abastecimento de outros produtos domésticos Pexels

Mylena Guedes*da CNN

No Rio de Janeiro

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A poucos dias para a virada do ano, 69% dos brasileiros relatam que a inflação tem afetado principalmente na alimentação e no abastecimento de outros produtos domésticos. No Norte do país essa percepção é maior, de 71%, de acordo com pesquisa encomendada pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban).

A quarta edição do levantamento, realizada com três mil pessoas de todas as regiões do país, dava mais de uma alternativa para os entrevistados quanto ao impacto da inflação, como o valor de passagem do transporte, pagamento de escolas e planos de viagem. Em segundo lugar, para 42% dos entrevistados, o preço do combustível é o mais prejudicado pela inflação.

Apesar da alta nos preços, o desejo de comprar um imóvel segue crescendo entre os brasileiros. Em caso de melhora na situação financeira, a compra de uma propriedade é a principal opção de investimento para 35% dos entrevistados. Em seguida, foram citados os investimentos bancários (22%) e a reforma na casa (18%).

De acordo com o presidente do Conselho Científico do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE), Antonio Lavareda, a pesquisa mostra que o setor imobiliário pode ser favorecido no próximo ano.

“A percepção sobre a inflação tem peso relevante pelo impacto direto no poder de compra e na qualidade de vida, mas sugere ainda que o desejo dos consumidores em comprar imóvel em 2022 pode animar o setor imobiliário”, diz Lavareda.

Adesão ao PIX

Após completar um ano de existência em novembro, o pix, pagamento instantâneo brasileiro, já tem a adesão de 71% dos entrevistados. Entre os jovens de 18 a 24 anos, a aprovação é ainda maior, alcançando 99% deles. A faixa etária que se mostra menos entusiasmada com o meio de pagamento são os idosos, com adesão de 65%.

*Sob supervisão de Adriana Freitas

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