Réveillon: brasileiros viajaram menos e gastaram mais com lazer e compras

Números mostram como a maioria está cautelosa e com medo de viajar, em razão da pandemia, segundo levantamento do Guiabolso

Consumidores fazem compras em rua comercial do Rio de Janeiro
Consumidores fazem compras em rua comercial do Rio de Janeiro Foto: Ricardo Moraes/Reuters

Wesley Santana, colaboração para o CNN Brasil Business

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Com as medidas para conter a disseminação do novo coronavírus, muitos brasileiros decidiram adiar viagens e passar o réveillon em suas cidades. Esse movimento fez com que as despesas com viagens diminuíssem em relação ao período de festas do ano passado.

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Entre os usuários do Guiabolso, uma plataforma de organização financeira, os gastos deste tipo caíram em todas as regiões do Brasil, com destaque para o Norte. Por lá, na virada de 2019/2020, o tíquete médio foi de R$ 439. Nesta última passagem, os números caíram cerca de 30%, com média de R$ 309.

 

Os números mostram como a maioria está cautelosa e com medo de viajar, em razão da pandemia, segundo Mateus Brum, head do Guiabolso, apesar de representar uma parte dos brasileiros.

Por outro lado, segundo ele, “quem conseguiu manter a renda, acabou gastando um pouco mais com lazer e compras, seja em mercados, shoppings ou vestuário”, diz.

Nordestinos apostaram no lazer local

Para compensar as restrições de viagens, a balança de despesas pendeu para o lazer local. Campeão deste segmento, o Nordeste cresceu 211% em comparação ao ano anterior, passando de R$ 124 por pessoa para R$ 385.

A diversão no Sul e no Centro-Oeste, por sua vez, não teve alterações significativas. Neste último, inclusive, houve uma baixa de 11%, caindo de R$ 99 para R$ 88.

Auxílio emergencial ajudou no Norte

Os moradores da região Norte gastaram um tíquete médio de R$ 307 com a scompras de fim do ano, de acordo com o levantamento, bem acima do registrado um ano antes, quando o valor foi de R$ 185.

Um dos motivos para tal desempenho pode ter sido o auxílio emergencial, distribuído pelo governo federal em 2020. Segundo o IBGE, mais de 55% da população do Norte foi beneficiada com o programa, que elevou o poder de compra nos 7 estados da região.

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