Risco de uma segunda onda da Covid-19 limita o otimismo, diz Ilan Goldfajn

Apesar de considerar a possibilidade de uma segunda onda, economista diz não conseguir mensurar os impactos que ela pode causar

Da CNN, em São Paulo

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Em entrevista para a CNN, o ex-presidente do Banco Central e economista Ilan Goldfajn disse que a retomada econômica mundial é resultado de boas intervenções estatais na economia, mas faz a ressalva que o índice de otimismo do mercado ainda está condicionado a vinda ou não de uma segunda onda de contágio do novo coronavírus.

“A retomada está acontecendo pelos muitos estímulos econômicos realizados por governos e Bancos Centrais. Mas precisamos levar em consideração que o risco de interrupção da retomada por conta de uma segunda onda existe. A retomada está vindo, mas há o risco de termos que voltar a fazer isolamento e segurar a reabertura. Isso limita o otimismo.”

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Apesar de considerar a possibilidade de uma segunda onda, Ilan diz não conseguir mensurar os impactos que ela pode causar, e diz que tudo irá depender da intensidade de um eventual segundo surto da doença.

Sobre o Brasil, o economista entende que ainda não saímos da primeira onda, e diz que a estratégia de combate à doença feita no país difere do resto do mundo, o que em sua visão nos colocou em maior risco para a retomada.

“No Brasil fizemos controle diferente do resto do mundo. Em outros lugares foi feito um isolamento forte no início e a economia voltou com muito mais segurança. No Brasil ainda estamos na primeira onda pois fizemos isolamento mais brando e mais longo. Temos um risco bem maior.”

(Edição: André Rigue)

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