Safras de milho, cana, café e laranja terão perdas por falta de chuvas

À CNN Rádio, o professor da FGV, Roberto Rodrigues, explicou o impacto da escassez para a produção do agronegócio

Caminhão descarrega milho perto de Sorriso, em Mato Grosso.
Caminhão descarrega milho perto de Sorriso, em Mato Grosso. Foto: REUTERS/Nacho Doce

Amanda Garcia, da CNN Brasil

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A escassez de chuvas já impactou significativamente as safras de milho, cana de açúcar, café e laranja. Em entrevista à CNN Rádio, o professor e coordenador do Centro de Agronegócio da FGV, Roberto Rodrigues, disse que a quebra de milho, por exemplo, pode chegar a 15 milhões de toneladas.

“No ano passado, as chuvas de verão atrasaram e acabaram fazendo com que a plantação de milho acontecesse mais tarde. O problema é que não choveu em março, abril e maio”, disse.

Dessa forma, a tendência é de que a safra de inverno “não chegue a 70 milhões de toneladas, o que representaria uma quebra de 15 milhões de toneladas”, segundo ele.

Rodrigues explicou que o milho é um alimento essencial para a cadeira produtiva: “É o alimento principal para ração de animais, frangos, suínos, gado de leite, gado de corte, e isso traz um provável aumento de custo, é um grande problema.”

As culturas permanentes, como a cana de açúcar, café e laranja também foram afetadas pelo calor registrado em setembro do ano passado. “Temos perdas na cana, café e laranja já consolidadas.”

Rodrigues disse que, para reverter o quadro, é preciso tempo e de ajuda de São Pedro para que as chuvas aconteçam: “O caminho é uma safra grande no ano que vem, mas isso é coisa de 7, 8 meses para ter segurança com a nova produção.”

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