Santander Asset sobe projeção para Selic a 12,25% ao fim de 2022 e vê inflação de 5,9%

Anteriormente, banco projetava juros básicos brasileiros em 11,75% no final do ano, mas última ata do BC justificaram revisão de "viés altista"

Nota de 50 reais
Nota de 50 reais Marcello Casal Jr./Agência Brasil

da Reuters

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O Santander Asset elevou sua estimativa para o patamar da taxa básica de juros Selic ao fim deste ano a 12,25%, ao mesmo tempo em que aumentou a projeção para a alta do IPCA no período a um nível ainda mais acima da meta oficial de 2022.

Anteriormente, o banco projetava os juros básicos brasileiros em 11,75% no final do ano, mas sinalizações mais duras do Banco Central na ata de sua última reunião de política monetária e a persistência da inflação justificaram uma revisão, que, segundo o Santander, tem “viés altista”.

Em relatório mensal de atualização de cenário para março, o Santander passou a ver o IPCA em alta de 5,9% ao fim de 2022, taxa bem acima da meta oficial para o ano, que é de 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

A previsão anterior do credor era de inflação de 5,4% neste ano. Para 2023, a projeção para o IPCA foi mantida em alta de 3,7%.

O ajuste nas contas do Santander para a inflação vem depois de leitura mais forte do que o esperado para o IPCA-15 em fevereiro, quando o índice subiu 0,99%, maior taxa para o mês em seis anos.

“A abertura seguiu mostrando pressões disseminadas, com a inflação de bens industriais muito elevada e a inflação de serviços em tendência de aceleração”, disse o banco no relatório. “Prospectivamente, não vemos uma reversão rápida deste quadro.”

Por outro lado, o Santander melhorou ligeiramente a projeção para a taxa de câmbio, vendo o real a 5,30 por dólar ao fim de 2022. No fim do mês passado, o banco estimava o preço da moeda a 5,40 por dólar.

“O fluxo estrangeiro e o diferencial de juros (do Brasil) com a economia americana favorecem a apreciação do real”, afirmou o credor privado, embora tenha apontado a retirada de estímulos monetários globais, tensões geopolíticas no exterior e incertezas de natureza fiscal no âmbito local como possíveis empecilhos para a moeda brasileira.

 

 

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