Secretário diz que auxílio é caro: ‘mês custa mais que um ano do Bolsa Família’

Adolfo Sachsida afirmou que o programa, que paga R$ 600 mensais a trabalhadores, não será estendido e não tem o desenho de uma medida estrutural

Fila para sacar o auxílio emergencial em agência da Caixa na Brasilândia, em São Paulo
Fila para sacar o auxílio emergencial em agência da Caixa na Brasilândia, em São Paulo Foto: Daniel Motta e Talis Maurício/CNN (8.mai.2020)

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Não há como o auxílio emergencial de 600 reais ser estendido, afirmou nesta quinta-feira o secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, frisando que o programa é extremamente caro e não tem o desenho de uma medida estrutural.

“Existe possibilidade de auxílio emergencial ser estendido? Não, não tem como”, afirmou Sachsida, em live promovida pelo Banco Safra.

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Se após quatro meses a pandemia se agravar, demandando medidas adicionais, ele avaliou que o governo terá tempo suficiente para analisar respostas que contenham mais “focalização” e mais “atenção ao custo do programa”.

“Cada um mês de auxílio emergencial custa mais que um ano de Bolsa Família”, disse.

Sachsida avaliou que o maior desafio da equipe econômica em meio à crise tem sido fazer o crédito chegar à ponta. Para as micro e pequenas empresas, a expectativa é que isso aconteça após sanção na próxima semana de projeto aprovado no Congresso, o chamado Pronampe.

Para viabilizá-lo, o Tesouro irá aportar 15,9 bilhões de reais no Fundo de Garantia de Operações (FGO), administrado pelo Banco do Brasil. Os recursos serão utilizados como garantia na concessão de empréstimos, num momento em que bancos estão receosos de abrir a torneira para esse público por medo de inadimplência.

* Com Reuters

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