Sem medidas adicionais, governo vê volta a superávit primário entre 2026 e 2027

Para o ano que vem, a equipe econômica prevê um déficit primário de 1,9% do PIB

Projeto aprovado pela Câmara dos Deputados sobre auxílio aos estados encontra muita resistência no Ministério da Economia
Projeto aprovado pela Câmara dos Deputados sobre auxílio aos estados encontra muita resistência no Ministério da Economia Foto: Bruno Domingos/Reuters

Por Idiana Tomazelli, Eduardo Rodrigues e Lorenna Rodrigues, do Estadão Conteúdo

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 O secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, reafirmou nesta quinta-feira (15) que as contas públicas devem voltar ao azul apenas entre 2026 e 2027. A projeção desconsidera eventuais medidas adicionais que podem ser adotadas pelo governo para melhorar a situação das finanças.

Para o ano que vem, a equipe econômica prevê um déficit primário de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB). O rombo fica em 1,5% do PIB em 2023 e 1,0% do PIB em 2023.

“Podemos ter medidas, essa curva azul (de receita líquida) subir e a laranja (de despesa total) descer um pouco e esse cruzamento ser atingido antes”, disse ele.

 

Entre as medidas que podem ser adotadas, Waldery citou vendas de ativos, ajuste patrimonial, e melhores fluxos primários.

O secretário ressaltou ainda que a máquina pública continuará funcionando com as despesas projetadas e há condição de fazer uma gestão eficiente.

Waldery disse também que toda despesa primária nova, se for permanente, deve vir com redução de outra despesa.

Busca de políticas sem alta na carga tributária

O secretário destacou que o governo busca políticas para a recuperação de receitas que possa melhorar a proporção da arrecadação em relação ao PIB, mas sem aumento de carga tributária. Uma das opções citadas é a revisão de subsídios e incentivos tributários, que hoje passam dos 4% do PIB.

Ele também afirmou que o governo busca medidas para reduzir a dívida bruta e destacou a importância da aprovação da reforma administrativa.

“Zelo fiscal e busca de reformas são saudáveis para o País no curto, médio e longo prazo”, comentou o secretário.

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