Senado aprova convite para Guedes explicar fala sobre ‘crime contra o país’

Ministro da Economia criticou Casa por ter derrubado veto presidencial ao reajuste de servidores

Larissa Rodrigues

Da CNN, em Brasília

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O Senado aprovou por unanimidade, nesta terça-feira (25) um convite para o ministro Paulo Guedes (Economia) comparecer à Casa para explicar sua declaração sobre a derrubada do veto presidencial ao reajuste de servidores pelos senadores ser “um crime contra o país”. A votação foi simbólica e ninguém se manifestou contra o requerimento apresentado pelo presidente Davi Alcolumbre (DEM-AP). Por se tratar de um convite, o ministro não é obrigado a comparecer. A CNN apurou que Alcolumbre vai combinar uma data para que o Guedes compareça, que está disposto a ir até o Senado. 

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“O convite foi um acordo, de fato o Senado está muito incomodado com as declarações do ministro. Houve muitas manifestações para ouvirmos o ministro e termos a oportunidade de levantarmos o que o Senado tem feito pelo país, pelo Governo e pelos brasileiros. E concretamente o Senado não merece ser atacado e agredido, porque é uma instituição que só tem colaborado com o Brasil. Houve esse sentimento de revolta dos senadores, mas acho que esse episódio já foi superado, mas e ele tem de vir aqui trazer uma mensagem de respeito a essa Casa e de reconhecimento que a gente tem colaborado com o Brasil’, afirmou Alcolumbre.

O ministro da Economia, Paulo Guedes
O ministro da Economia, Paulo Guedes
Foto: Adriano Machado/Reuters (19.ago.2020)

No dia 19 de agosto, os senadores votaram para derrubar o veto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) à medida que permite reajuste salarial para algumas categorias do funcionalismo público até o final de 2021 — o veto acabou sendo restabelecido na Câmara.

“Não pode o desentendimento da política estar acima da saúde do Brasil, na hora em que o país começa a se recuperar. Pegar a saúde e permitir que se transforme em aumento de salários do funcionalismo é um crime contra o país”, declarou Guedes, ao sair de reunião com o ministro do Desenvolvimento Nacional, Rogério Marinho, após a votação no Senado.

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