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    Senado dos EUA tenta finalizar projeto de US$ 1 trilhão para infraestrutura

    O projeto de gastos é popular entre muitos parlamentares por causa do dinheiro do governo que ele levará a seus Estados natais

    Foto: TV/Handout via Reuters

    Richard Cowan,

    da Reuters*

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    Após meses de negociações e atrasos, o Senado dos Estados Unidos se aproximava nesta segunda-feira (9) de finalizar um projeto de gastos de US$ 1 trilhão em infraestrutura, com uma votação sobre a aprovação do acordo bipartidário possivelmente na terça-feira (10).

    A legislação, no topo da agenda doméstica do presidente Joe Biden, passou por um importante obstáculo processual no domingo, quando o Senado votou por 69 a 28 para dar suporte às provisões contidas no plano de 2.702 páginas.

    O Senado também votou por 68 a 29 para limitar mais debates a um máximo de 30 horas, abrindo espaço para uma potencial votação sobre a aprovação na terça-feira.

    Ainda não está claro se os senadores vão chegar a um acordo sobre o debate de mais emendas além das quase duas dezenas votadas na semana passada.

    O projeto de gastos é popular entre muitos parlamentares por causa do dinheiro do governo que ele levará a seus estados natais.

    O objetivo é reparar, expandir e melhorar estradas, pontes, sistemas hidráulicos e escolas, também expandindo serviços de internet de alta velocidade.

    Proposta de orçamento para 2022 inclui US$ 3,5 trilhões em investimentos

    Já nesta segunda-feira (9), os senadores do Partido Democrata divulgaram uma proposta de orçamento para o ano fiscal de 2022. O texto prevê um pacote de investimentos sociais de US$ 3,5 trilhões, com foco em educação e saúde.

    Também voltado para o combate à mudança climática, o documento menciona uma série de incentivos fiscais para a geração de energia limpa.

    Esse novo pacote de gastos não tem apoio do Partido Republicano. Por isso, os democratas pretendem usar o dispositivo orçamentário chamado de “reconciliação” para aprovar o texto. Dessa forma, o partido do presidente norte-americano, Joe Biden, conseguiria passar a legislação no Senado por maioria simples.

    Normalmente, seriam necessários pelo menos 60 votos no Senado, mais da metade dos 100 assentos na Casa, para aprovar o projeto. Como não há apoio de parlamentares republicanos, portanto, não seria possível passar a medida sem a “reconciliação”. Isso porque os democratas têm 50 votos na Casa, além do voto de desempate da vice-presidente Kamala Harris.

    *Com informações do Estadão Conteúdo

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