Setor projeta aumento de 50% em certificações de produtos após o leilão do 5G

Comprovação garante segurança, durabilidade e conexão de novos aparelhos à tecnologia

Uma pesquisa do Bank of America feita de 7 a 13 de janeiro entre investidores com ativos totais sob gestão de mais de US$ 1,2 trilhão mostrou que os gestores reduziram posições para os níveis mais baixos desde dezembro de 2008.
Uma pesquisa do Bank of America feita de 7 a 13 de janeiro entre investidores com ativos totais sob gestão de mais de US$ 1,2 trilhão mostrou que os gestores reduziram posições para os níveis mais baixos desde dezembro de 2008. Tânia Rêgo/Agência Brasil

Beatriz Puenteda CNN*

no Rio de Janeiro

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Impulsionado pelo leilão do 5G, o número de pedidos para certificação de produtos com a tecnologia deve aumentar em até 50% no Brasil nos próximos cinco anos. Essa é a projeção da Associação Brasileira de Avaliação de Conformidade (Abrac), entidade que faz a interface entre as empresas do setor e os órgãos reguladores do poder público e o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Os pedidos devem aumentar, segundo a entidade, porque não basta que a conexão esteja disponível para uso: é necessário que os aparelhos sejam compatíveis com a frequência 5G. Telefones celulares, televisões inteligentes e tablets, por exemplo, precisarão passar por testes de compatibilidade eletromagnética, segurança elétrica, cibersegurança e emissões de radiofrequência.

As certificações garantem que os produtos avaliados sejam compatíveis e duráveis, sem riscos ao usuário, sejam eles de saúde ou de roubo de dados. Vice-presidente de Telecomunicações da Abrac, Leonardo Tozzi explica a atuação do segmento.

“Vemos casos de carregador pirata que eletrocuta as pessoas, que explode, que a bateria dá curto-circuito. A primeira importância é a segurança e depois a qualidade, que garante que aquele produto vai durar. A compatibilidade feita nos laboratórios garante que não tenha problema de interferência, problemas de frequências designadas para o 5G”, afirma o engenheiro elétrico.

A associação prevê ainda que a tecnologia ampliará a conexão sem fio de objetos diversos utilizados no cotidiano, como tênis, roupas, lâmpadas e maçanetas: a chamada “internet das coisas”, que permite ações diversas, como acionamento remoto e monitoramento de padrões de uso ou consumo. Tozzi afirma que o aumento no número de certificações é um símbolo da evolução tecnológica dos produtos.

“É um aumento bastante estimado, mas não será imediato. O aumento de volume virá conforme o mundo for ficando cada vez mais conectado, com a internet das coisas, ou seja, a quantidade de coisas conectadas, como carros, eletrodomésticos, equipamentos médicos, há uma possibilidade infinita. Acredito que aconteça entre dois e cinco anos”, prevê.

Atualmente, há três laboratórios nacionais habilitados para realizar os ensaios, e 17 Organismos de Certificação Designados (OCDs) com escopo em tecnologia 4G foram designados para realizar a certificação do 5G. Para a Abrac, essa infraestrutura será suficiente para atender a demanda.

Outra questão técnica necessária para a implementação da nova tecnologia no Brasil é o número de antenas. Para atingir a cobertura nacional com o 5G, será necessária uma quantidade de cinco a 10 vezes maior que as atuais 103 mil. Ou seja, o país precisa ter entre 515 mil e um milhão de antenas no país, aponta a Conexis Brasil Digital, que reúne empresas de comunicação e conectividade.

Ainda segundo a Conexis, apenas sete das 27 capitais brasileiras estão adaptadas para a instalação da tecnologia 5G. Essa é a situação de Boa Vista, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Palmas, Porto Alegre e Porto Velho, com base nos parâmetros estipulados pela Lei Geral de Antenas (LGA), do governo federal, que estabelece as condições ideais para a chegada da tecnologia.

*Sob supervisão de Stéfano Salles

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