Shopee, Shein e AliExpress: 6 dicas para não cair em ciladas na hora de comprar

Apesar do preço baixo, há riscos, mas algumas dicas podem ajudar na hora de optar por um produto vindo do outro lado do mundo

Foto: Natália Flach

Tamires Vitorio, do CNN Brasil Business, em São Paulo

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A pandemia fez aumentar as vendas pela internet, inclusive de sites estrangeiros, como Shein, Shopee e AliExpress. Mas fazer compras internacionais nem sempre é uma tarefa fácil.

Apesar do preço baixo, há riscos –de a compra não chegar, de demorar muito, de ficar travada na alfândega dos aeroportos, de não ser igual à foto, entre outros. Mas algumas dicas podem ajudar na hora de optar por um produto vindo do outro lado do mundo. Confira abaixo.

1. Pesquise sobre o vendedor

Como em todas as compras online, é preciso checar se trata-se de um bom vendedor. Afinal, tanto a Shopee quanto o AliExpress funcionam como marketplaces, no estilo do Mercado Livre. Nesses sites, qualquer pessoa pode anunciar e vender o produto que quiser. Por isso, o cuidado tem de ser redobrado.

Para não cair no golpe do casaco que, na foto, parece feito para humanos e que, na realidade, cabe em seu animal de estimação, além de ler com atenção as especificações do produto, vale dar uma boa olhada nos comentários sobre o vendedor e também nas fotos de outras pessoas que adquiriram aquele item.

Também ajuda procurar relatos das pessoas nas redes sociais e em sites como o Reclame Aqui.

2. Cuidado com os prazos e as taxas 

As entregas feitas pela Shopee, pela Shein e pelo AliExpress, como todas as compras internacionais, são reféns de algumas situações chatas, como o prazo de entrega, que pode levar mais tempo do que o previsto.

Há também a cobrança de taxa de importação, que, atualmente, é de R$ 15 pelo despacho dos Correios, mais 60% sobre o valor que passar da cota de US$ 50. 

Vale comparar o preço total, somando eventual frete e taxas, com o valor do mesmo produto no Brasil para ver se a compra internacional realmente vale mais a pena. Às vezes, o barato, no fim das contas, sai caro —e isso não é discurso de vovó. 

3. Vendedores brasileiros 

A Shopee foi fundada em 2015, em Singapura, e chegou ao Brasil em julho de 2020. Recentemente, ganhou propagandas no TikTok e na televisão. Como se trata de um marketplace, algumas das compras são realizadas com lojas e pessoas no Brasil, e não com vendedores no exterior, o que acelera o tempo de entrega e, em alguns casos, garante até frete grátis.

Se a compra realizada for com um vendedor de outro país, não existe garantia de entrega rápida.

4. Use cupons

Para fugir um pouco de custos altos, é possível usar um dos cupons disponíveis na Shopee — alguns deles servem somente para o aplicativo, disponível para Android e iOS.

O mesmo vale para o AliExpress. O site tem uma área de cupons, que podem valer para o site todo ou para algumas lojas e itens específicos. Nesta quinta-feira (22), por exemplo, alguns rádios para veículos da BMW e da Audi estavam com descontos de até 42%.

5. Compra de roupas na Shein

As compras da varejista de moda chinesa Shein demoram um pouco, mas chegam. As compras chegam em até menos de 30 dias em alguns casos, mas o prazo pode se estender.

Para comprar no site, basta colocar todas as roupas e acessórios que o usuário quer no carrinho. O site tem um valor mínimo de compra de R$ 5 e o frete é grátis para compras acima de R$ 149.

Para evitar uma taxa muito alta em cima do consumidor e facilitar o envio dos itens, em uma compra de mais de R$ 2.000, por exemplo, a Shein divide os itens em diversos pacotes —o que significa que o consumidor pode ser taxado por um pacote, enquanto, pelo outro, não. Em caso de taxa, é possível também pedir um reembolso de 50% para a varejista.

6. Procon não pode ajudar

O Código de Defesa do Consumidor não se aplica às compras realizadas em sites estrangeiros. Como cita o Procon-ES em seu site oficial, “caso a compra seja realizada em sites com hospedagem internacional, o consumidor deverá observar e seguir as normas estabelecidas no país de origem do site”.

O órgão afirma que, apesar de os sites oferecerem produtos mais baratos, “o consumidor deve estar ciente que esse tipo de prática está sujeita a impostos que são atribuídos ao destinatário do produto e normalmente essa informação não está destacada nas ofertas.”

Então, vale lembrar: o Procon não pode proteger o consumidor de quaisquer problemas que possam ocorrer em compras internacionais.

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