Sindicato vê alta de até 13% em mensalidades e pede que escolas “facilitem pagamento”

Presidente do Sieeesp aconselha que escolas conversem com os pais, aumentem o número de parcelas da anuidade e que não repassem os custos represados de uma vez em 2022

Produzido por Layane Serranoda CNN

em São Paulo

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As escolas particulares deixaram de fazer reajuste de preços nas mensalidades durante o período em que ficaram fechadas por conta da pandemia de Covid-19. A expectativa, agora, é que o reajuste para o ano que vem acompanhe a inflação no Brasil.

“A gente acredita que com dois dígitos na inflação, devemos ter um aumento de 10% a 13%, vai depender muito de escola para escola”, disse o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (Sieeesp), Benjamin Ribeiro da Silva, à CNN.

Benjamin explica que pela lei 9.870, que regula o preço das mensalidades escolares, este valor só pode aumentar uma vez ao ano, “de agora até dia 15 de dezembro, e a partir daí, ela tem que manter o ano inteiro. Esse preço de mensalidade não flutua”.

O presidente do Sieeesp destaca que a escola não tem nada que a sustente a não ser a mensalidade que os alunos pagam.

“Não existe uma boa escola pedagógica se ela não tiver uma boa saúde financeira e a única fonte de financiamento que a escola tem é a mensalidade que os pais pagam e, deste valor, quase 40% é consumido em impostos municipais, estaduais, trabalhistas, etc.”

Durante a entrevista, Benjamin trouxe algumas sugestões para os diretores e donos de escolas. O primeiro deles é que ampliem o diálogo com as mães e pais neste momento.

“A gente tem conversado muito com as escolas sobre a importância de estar falando com a família, de estar conversando, porque a família foi tão impactada quanto a escola durante a pandemia — e os alunos principalmente.”

Ele sugere que se não for possível dar descontos, ao menos facilitem o pagamento. “Se a escola não conseguir dar um desconto, ela pode aumentar o número de parcelas da anuidade”, exemplifica.

O presidente também falou dos gastos com infraestrutura e tecnologia para que as escolas funcionassem a distância. No entanto, ele aconselha que este custo não seja totalmente repassado na mensalidade 2022, mas sim diluído no decorrer dos próximos anos.

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