Sob greve da Receita, diesel fica empacado e pode encarecer, diz associação

Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis estima que 150 milhões de litros de diesel aguardam liberação no Porto de Santos

Os funcionários da Receita Federal têm uma série de exigências ao Ministério da Economia e ao Governo Federal
Os funcionários da Receita Federal têm uma série de exigências ao Ministério da Economia e ao Governo Federal Marcelo Camargo/Agência Brasil

Pedro Duranda CNN

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A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) divulgou um comunicado para parceiros comerciais informando que a greve de funcionários da Receita Federal “já está causando sensíveis atrasos nas liberações dos combustíveis importados”, o que pode aumentar o preço do produto e até “provocar o desabastecimento no mês de janeiro de 2022”.

O documento, obtido pela CNN, informa ainda que o atraso deve provocar filas de espera para atracação e descarga e prevê um efeito cascata no preço do insumo, que deve acabar aumentando nos postos de combustível.

A importação foi o recurso utilizado pelas distribuidoras depois de a Petrobras anunciar que não conseguiria suprir toda a demanda de distribuidoras em novembro e dezembro. O comunicado aponta que os custos operacionais de um navio parado giram em torno de US$22.000 por dia.

A CNN apurou que eles já contabilizam 150 milhões de litros de diesel aguardando liberação no Porto de Santos, que concentra 60% das importações e exportações do setor no país. É esperado, no entanto, que o efeito acabe se espalhando por outros portos como Itacoatiara, Itaqui, Suape, Aratu e Araucária — e que o efeito não fique restrito ao diesel, mas também possa provocar alta no valor cobrado pela gasolina.

Uma reunião virtual realizada nessa terça-feira (28) foi realizada entre o Sindifisco e os auditores do Porto de Santos. Os funcionários da Receita Federal têm uma série de exigências ao Ministério da Economia e ao Governo Federal, como por exemplo a regulamentação do bônus de eficiência, esperado desde 2016, e a abertura de concurso público para substituir trabalhadores que deixaram o órgão ou se aposentarão.

A CNN entrou em contato com o Sindifisco e aguarda retorno sobre o impacto no setor de combustíveis. A Receita Federal disse que não vai se manifestar.

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