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    ‘Tendência’ é que auxílio emergencial comece em abril, admite ministro

    Até então, a expectativa era de que o benefício começasse a ser pago já em março

    Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

    Igor Gadelhada CNN

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    O ministro da Cidadania, João Roma, admitiu à CNN nesta sexta-feira (12) que a “tendência” é que o pagamento da novo calendário do auxílio emergencial só inicie a partir de abril. Até então, a expectativa era de que o benefício começasse a ser pago já em março.

    “Vai ser pago após o calendário do Bolsa Família, que vai de 18 até o dia 31 de março. Então, a tendência é que (o auxílio) inicie em abril. O detalhamento será feito pelo presidente da República”, disse Roma, após se reunir como Jair Bolsonaro mais cedo para debater o assunto.

    Ainda na noite desta quinta-feira (11), a analista da CNN Thais Arbex e a repórter Bárbara Baião já haviam noticiado que a primeira parcela do auxílio só deveria ser paga em abril, porque o Ministério da Cidadania não teria condições para pagar os dois benefícios – Bolsa Família e Auxílio Emergencial – no mesmo mês. 

    À CNN, Roma justificou que o provável adiamento da primeira parcela para abril também visa evitar transtornos no pagamento do benefício. “Não se pode criar um transtorno. Se fosse de uma maneira açodada, poderia criar uma sobreposição e uma comunicação mais difícil”, disse.

    De acordo com o ministro, todos os detalhes serão apresentados por Bolsonaro junto à Medida Provisória que o presidente deve editar na próxima semana, com os valores, parcelas e o calendário exato de pagamento do auxílio emergencial.

    A MP só poderá ser enviada por Bolsonaro após o Congresso promulgar a PEC Emergencial, que criou as bases jurídicas para o benefício. Nesta sexta-feira, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), informou que a promulgação acontecerá na segunda-feira (15).

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