Trabalhadores da GM aceitam suspender contratos após garantia de estabilidade

Pela legislação atual, a suspensão dos contratos pode ser feita por até 120 dias; contratos da GM serão suspensos entre 12 de julho e 25 de agosto

Sede da General Motors
Sede da General Motors Foto: Rebecca Cook / Reuters

Alberto Alerigi Jr., da Reuters

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Metalúrgicos da General Motors em São José dos Campos (SP) aceitaram nesta quinta-feira suspensão de contratos de trabalho de até 250 trabalhadores da unidade depois que a montadora concordou em dar estabilidade de emprego para todos os funcionários da fábrica.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, os contratos de até 250 funcionários da fábrica serão suspensos entre 12 de julho e 25 de agosto, com o período podendo ser prorrogado. Pela legislação atual, a suspensão dos contratos pode ser feita por até 120 dias.

A entidade afirmou que a proposta inicial apresentada pela montadora não trazia a garantia da estabilidade para todos da fábrica, prevendo o benefício apenas para os que estivessem com o contrato suspenso. A inclusão foi uma exigência da categoria.

A montadora afirmou que a necessidade de suspensão dos contratos ocorre diante da falta de peças que atinge o setor automotivo. Nessa semana, a associação de montadoras, Anfavea, citou problema de escassez de componentes eletrônicos para a montagem dos veículos pelo setor, algo que poderá começar a ser resolvido somente a partir de meados do ano que vem.

A fábrica da GM em São José dos Campos produz a picape S10 e o utilitário Trailblazer e possui cerca de 3.800 trabalhadores, afirmou o sindicato.

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