Trump sanciona lei que pode tirar chinesas das bolsas de valores dos EUA

Medida impede que empresas estrangeiras sejam listada no país de não cumprirem os padrões de auditoria norte-americanos

Homem caminha pela Wall Street, em Nova York
Homem caminha pela Wall Street, em Nova York Foto: Lucas Jackson - 18.mar.2020/ Reuters

Patricia Zengerle e Eric Beech, da Reuters

Ouvir notícia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionou nesta sexta-feira uma lei que prevê a saída de empresas chinesas das bolsas de valores dos EUA, a menos que elas cumpram os padrões de auditoria norte-americanos, informou a Casa Branca, dando ao republicano mais uma ferramenta para ameaçar Pequim antes de deixar o cargo próximo mês.

A medida impede que ações de empresas estrangeiras sejam listadas em qualquer bolsa dos EUA se elas não cumprirem as regras do conselho de supervisão de contabilidade pública dos EUA por três anos consecutivos.

Leia também: 
Bitcoin e criptomoedas: entenda o que são e como investir
Waack: OCDE fez recomendações muito sérias ao Brasil

Embora a lei se aplique a empresas de qualquer país, os apoiadores da lei miram companhias chinesas listadas no país, como Alibaba, a empresa de tecnologia Pinduoduo e a gigante de petróleo PetroChina.

A legislação, como muitas outras que adotam uma postura mais dura em relação às empresas chinesas, foi aprovada pelo Congresso por grande vantagem neste ano.

Parlamentares – tanto democratas quanto correligionários republicanos de Trump – ecoam a linha dura do presidente contra Pequim, que se tornou mais exacerbada neste ano quando Trump culpou a China pelo coronavírus que assola os Estados Unidos.

A lei também exige que as empresas públicas revelem se são de propriedade ou controladas por um governo estrangeiro.

Autoridades chinesas consideraram a medida uma política discriminatória que oprime politicamente as empresas chinesas.

Mais Recentes da CNN