Turismo, Maconha e Videogame: confira os setores vencedores e perdedores de 2020

Em um ano de dificuldades generalizadas, quase nenhum negócio passou sem ser afetado pela Covid-19; mas alguns deles não têm do que reclamar

da CNN Business

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Em um ano de dificuldades generalizadas e muitas vezes destruidoras, quase nenhum negócio ou setor passou 2020 sem ser afetado pela pandemia Covid-19. Mas alguns deles não têm do que reclamar.

Veja quais foram os maiores vencedores e perdedores do mercado norte-americano em 2020 e uma prévia do que o ano que vem pode trazer.

Vencedor: Habitação e construção

Prédios
Prédios em São Paulo
Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O mercado imobiliário esteve em alta em 2020, apesar do estrago produzido pela Covid-19 na economia em geral. Na verdade, a pandemia foi provavelmente um dos principais motores da força do mercado imobiliário.

Os preços e as vendas de imóveis dispararam, impulsionados pelo súbito interesse de quem podia trabalhar e estudar em casa por lugares mais afastados dos centros urbanos.

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Ações de construtoras norte-americanas, incluindo a Lennar e a D.R. Horton, bem como de varejistas de materiais de construção, como Home Depot, Lowe’s e Williams-Sonoma, decolaram em 2020. As vendas da Home Depot aumentaram 18%, enquanto as vendas da Lowe subiram 23%.

O que vem por aí: As perspectivas para 2021 permanecem fortes, em grande parte devido ao fato de que o financiamento imobiliário ficou muito barato em 2020 e a queda nos rendimentos dos títulos de longo prazo. – Paul R. La Monica

Perdedor: Turismo e hospitalidade

Cristo Redentor
O Cristo Redentor neste sábado (15/8), após voltar a receber visitantes com novas regras sanitárias
Foto: Tânia Rêgo – 15/08/2020/Agência Brasil

Sair de férias não foi uma opção para a maioria das pessoas durante a pandemia. O setor de cruzeiros foi bastante prejudicado, com empresas como Carnival, Royal Caribbean e Norwegian sendo forçadas a suspender as viagens durante grande parte de 2020 e em 2021. As ações das três despencaram entre 45% e 60% este ano.

As notícias não foram muito melhores para as redes de hotéis, arrasadas pelo declínio na demanda para viagens de lazer e negócios.

O que vem por aí: O setor espera uma recuperação, já que os possíveis viajantes confinados querem pegar a estrada em 2021, quando as vacinas estiverem amplamente disponíveis.

Mas não está claro se as viagens de negócios – o principal motor do setor – se aproximarão dos níveis pré-pandemia em um momento em que as chamadas de videoconferência estão funcionando bem.

Para piorar ainda mais o quadro para os grandes hotéis, o Airbnb, que já havia virado a indústria da hospitalidade de ponta-cabeça, disparou quando passou a ter suas ações na bolsa em dezembro. A plataforma de compartilhamento de imóveis agora vale cerca de US$ 90 bilhões, mais do que o dobro do Marriott e três vezes o valor de mercado do Hilton – Paul R. La Monica

Vencedor: Maconha

Planta de maconha
Planta de maconha
Foto: Cytis/Pixabay

Nos Estados Unidos, a maconha ainda não é legal no nível federal, mas o número de estados que já aprovaram o uso de cannabis para fins recreativos subiu para 13, com a adesão de quatro novos estados no dia da eleição presidencial.

O setor continua confiando em uma descriminalização federal da cannabis durante o governo Biden. Produtos que contêm CBD (o canabidiol extraído do cânhamo e da cannabis) já são legais e as vendas também aumentaram em 2020.

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Tudo isso ajudou a impulsionar um aumento nas ações das empresas da área. Os papéis da Canopy Growth e da Cronos, apoiados por Constellation Brands e Altria, respectivamente, dispararam depois de novembro. As ações da atual líder do setor, Curaleaf, também saltaram, quase dobrando no ano.

O que vem por aí: Pode haver mais consolidação no setor em 2021. Atualmente, as empresas procuram trabalhar juntas após o anúncio, em dezembro, de que Tilray e Aphria estavam se fundindo para criar a maior empresa de cannabis do mundo. – Paul R. La Monica

Perdedor: Petróleo

Barris de petróleo
Barris de petróleo
Foto: Instagram/ Reprodução

Muitos setores lutaram com a queda dos preços em 2020, mas o petróleo é a única grande commodity que ficou negativa.

A viagem sem precedentes abaixo de zero no primeiro semestre foi causada por um colapso épico na demanda durante a pandemia e uma guerra de preços entre a Arábia Saudita e a Rússia.

Embora o petróleo tenha se recuperado, as empresas do setor ainda estão em crise. Dezenas de frackers faliram. O setor de energia do S&P 500 caiu mais de 30% este ano, o pior desempenho de uma área de negócios no mercado de ações.

O que vem por aí: A indústria do petróleo certamente se beneficiará com a reabertura da economia dos EUA em 2021 e com as pessoas começando a voar e dirigir mais. Mas as vacinas contra o coronavírus não resolverão a maior ameaça do petróleo: uma crise climática que está levando os investidores a abandonar os combustíveis fósseis. –Matt Egan

Vencedor: Energia solar

Painéis de energia solar em Porto Feliz, no interior de SP
Foto: Amanda Perobelli/Reuters

O avanço do investimento socialmente consciente ajudou a levar o setor de energia solar a um ano de sucesso.

Cada vez mais os investidores enxergam as empresas de combustíveis fósseis como as principais contribuintes para a crise climática – e estão apostando que as companhias de energia solar são uma parte crucial da solução.

O ETF Invesco Solar subiu mais de 200% este ano. A Sunrun, maior empresa de energia solar de telhados dos EUA, subiu mais de 300%.

São ganhos surpreendentes, impulsionados pela forte demanda por energia solar, pela ascensão do movimento de investimento em ESG (Meio Ambiente, Sustentabilidade e Governança Corporativa) e pelo entusiasmo com a próxima reversão na política climática do governo dos EUA.

O que vem por aí: O maior desafio para as ações de energia solar em 2021 é que elas podem estar quentes demais. Certamente haverá alguns problemas de crescimento antes que o setor realmente corresponda ao hype. Mas, depois de quatro anos de negação das mudanças climáticas na Casa Branca, a promessa do presidente eleito Joe Biden de enfrentar urgentemente a crise climática sem dúvida ajudará a impulsionar a indústria de energia solar. –Matt Egan

Perdedor: Bancos

Santander
Foto: Reuters/Paulo Whitaker

O ano de 2020 foi facilmente o pior ano para os bancos norte-americanos desde a Grande Recessão. Os credores sofreram dezenas de bilhões de dólares em perdas enquanto se preparavam para a inadimplência dos empréstimos e os preços das ações caíam em espiral.

Mesmo grandes bancos como o Citigroup e o Bank of America estão terminando o ano em queda acentuada, e o Wells Fargo continua uma grande bagunça.

O que vem por aí: A boa notícia para os bancos: é assim mesmo durante as recessões. Os bancos sofrem à medida que a inadimplência aumenta, a demanda por empréstimos encolhe e as taxas de juros despencam.

O lado bom é que o sistema bancário dos EUA tinha acabado de enfrentar, e superar, um teste de estresse do mundo real. Graças em parte às medidas de emergência do Federal Reserve e do Congresso, nenhum banco importante entrou em colapso.

Os mercados financeiros em expansão também ajudaram a amortecer o golpe, com os bancos lucrando com o aumento de IPOs e vendas de dívidas. Se a recuperação em forma de V de Wall Street se espalhar para as empresas fora da bolsa, os bancos deverão voltar a ser vencedores em 2021. –Matt Egan

Vencedor: Bitcoin

Bitcoin
Moedas com símbolo do bitcoin, um dos criptoativos mais conhecidos
Foto: Dmitry Demidko/Unsplash

A bitcoin e outras criptomoedas despencaram junto com o mercado de ações logo depois que a Covid-19 paralisou a economia dos Estados Unidos, em março.

Mas ela veio rugindo de volta para bater novos recordes históricos, chegando perto de US$ 30.000 desde então. No final, os preços mais do que triplicaram este ano.

Os investidores migraram para a bitcoin com o enfraquecimento do dólar, em grande parte como resultado da redução das taxas de juros para zero pelo Fed.

Além disso, os principais gestores de fundos de hedge, Paul Tudor Jones e Stanley Druckenmiller, ajudaram a validar a bitcoin com investimentos neste ano. Muitos investidores veem a bitcoin como um substituto para o ouro, ou seja, uma proteção contra novas quedas do dólar.

O que vem por aí: A bitcoin pode se tornar uma forma mais aceitável de pagamentos digitais em 2021 depois que as poderosas fintechs Square e PayPal passaram a permitir que os usuários comprem, vendam e guardem bitcoins.

Mas o fundador da Skybridge Capital, Anthony Scaramucci, que tem uma grande participação na bitcoin, alertou os investidores que a moeda digital está prestes a quebrar. Ele acredita que o investimento continua forte, mas pode cair de 20% a 50% de uma hora para outra. – Paul R. La Monica

Perdedor: Companhias aéreas

Avião da companhia Emirates decola em Aeroporto Internacional de Dubai
Avião da companhia Emirates decola em Aeroporto Internacional de Dubai
Foto: Christopher Pike – 15.fev.2019/ Reuters

O setor de aviação teve anos terríveis no passado, mas nenhum foi tão devastadoramente horrendo quanto 2020. As viagens aéreas nos EUA chegaram a praticamente parar em abril.

O tráfego se recuperou modestamente no final do ano, apesar do aumento de casos de Covid-19, mas o número de passageiros revistados pela TSA nos aeroportos dos EUA ainda estava abaixo de 63% em comparação com a temporada de férias de um ano atrás.

As companhias aéreas conseguiram US$ 50 bilhões em doações e empréstimos do governo federal no início deste ano para enfrentar a tempestade e devem receber mais US$ 15 bilhões do pacote de estímulo aprovado recentemente. Mesmo assim, perderam US$ 24,2 bilhões nos primeiros nove meses deste ano.

O que vem por aí: Mais perdas são esperadas neste quarto trimestre e ao longo de 2021. Não se espera que as viagens aéreas se recuperem nos próximos anos, mesmo com a vacina aumentando as esperanças para o fim da pandemia.

O tráfego aéreo, especialmente as viagens de negócios que são mais lucrativas, normalmente leva vários anos para se recuperar após uma recessão. – Chris Isidore

Vencedor: Videogames

Homem joga videogame
Homem joga videogame
Foto: Anton Porsche/Pixabay

Os consumidores ficaram presos em casa este ano, e os videogames deram aos jogadores a oportunidade de passar o tempo sozinhos enquanto ainda interagiam com seus amigos.

O movimento ajudou o boom da indústria de videogames em 2020, esgotando os consoles Nintendo Switch e registrando um crescimento recorde em plataformas de streaming, incluindo Facebook Gaming e a Twitch, da Amazon. Os e-sports também foram beneficiados com a interrupção dos esportes tradicionais.

Em março, enquanto países em todo o mundo estavam entrando em lockdown, “Animal Crossing: New Horizons” foi lançado e se tornou um sucesso recorde para a Nintendo, vendendo 26 milhões de cópias a US$ 60 cada.

A plataforma de vídeo do Google, YouTube, registrou seu melhor ano em 2020, com mais de 100 bilhões de horas despendidas na visualização de conteúdo de jogos.

O que vem por aí: Os especialistas preveem que a indústria de jogos deve continuar crescendo em 2021. Apesar de uma recessão esmagadora, os jogadores ainda conseguiram comprar todos os consoles PlayStation 5 e Xbox Series X disponíveis neste ano a US$ 499 cada. – Shannon Liao

Perdedor: Shoppings

Movimento no shopping MorumbiTown, em São Paulo
Movimento no shopping MorumbiTown, em São Paulo
Foto: Isabella Faria/CNN (11.jun.2020)

Diversas lojas de departamentos clássicas de grandes shoppings, que já estavam lutando antes da pandemia, foram à falência, incluindo JCPenney, Neiman Marcus e Lord & Taylor.

Embora as duas primeiras ainda estejam em funcionamento, a Lord & Taylor anunciou que fechará todas as suas lojas.

Os varejistas de roupas foram particularmente afetados, pois milhões de pessoas perderam o emprego e outros milhões passaram a trabalhar em casa, reduzindo a necessidade de comprar peças para usar no trabalho.

A Tailored Brands, que opera Men’s Warehouse e Jos. A. Bank, e a Ascena, proprietária da Ann Taylor e Lane Bryant, também faliram.

A pandemia foi mortal para os proprietários de shopping centers. A maioria dos shoppings foi forçada a fechar durante os lockdowns no primeiro semestre, e a onda de falências de inquilinos resultou em bilhões de aluguel não pago.

O que vem por aí: O futuro dos shoppings dependerá do sucesso que eles terão em encontrar lojistas não tradicionais para ocupar o lugar dos varejistas que não voltarão mais. Os shoppings estavam em sérios apuros antes da pandemia, o que apenas agravou seu declínio. – Chris Isidore

Vencedor: Grandes varejistas

Amazon
Amazon
Foto: Christian Wiediger / Unsplash

A Amazon e outros varejistas online estão entre os maiores vencedores da pandemia, à medida que as pessoas ficam mais cautelosas ao deixar suas casas.

Mas hipermercados, como o Walmart, Target e Costco, também ganharam muito, com mais clientes buscando lojas onde podiam fazer todas as compras de uma vez. As vendas aumentaram 7% no Walmart, 12% na Costco e 19% na Target nos últimos três trimestres.

Essas redes foram consideradas essenciais e puderam permanecer abertas durante o primeiro semestre, quando muitas outras lojas foram forçadas a fechar. A Target e o Walmart também aumentaram suas vendas online graças à coleta na calçada.

O que vem por aí: Não se espera que os grandes varejistas percam terreno quando a pandemia terminar, mesmo que o ritmo de crescimento das vendas diminua. Eles aumentaram suas operações digitais em 2020 e estão bem posicionados para ter sucesso no futuro, mesmo depois que os clientes se sentirem confortáveis comprando nas lojas locais novamente. – Chris Isidore

Perdedor: Montadoras

Fábrica
Fábrica do grupo Caoa em Anápolis, no interior de Goiás, que produz veículos das marcas Hyundai e Chery
Foto: Divulgação

A indústria automobilística sofreu um grande golpe com a pandemia em seus primeiros meses, com fábricas fechadas e demanda por carros caindo drasticamente.

As montadoras eliminaram empregos e reduziram os turnos de milhões de trabalhadores no setor automotivo.

As locadoras de veículos, normalmente grandes compradoras de carros novos, praticamente interromperam suas compras com a interrupção nas viagens aéreas e a demanda por carros de aluguel despencando. Aos 102 anos, a Hertz foi forçada a pedir falência.

O que vem por aí: A demanda por carros se recuperou muito mais rápido do que muitos esperavam. Embora as vendas de automóveis não devam retornar aos níveis de 2019 tão cedo, a pandemia deu um impulso inesperado às vendas de carros ao infundir o medo de usar transporte público ou serviços de carona como o Uber. Isso pode impulsionar a recuperação da indústria automobilística em 2021. – Chris Isidore

Vencedor: Big Tech

Aula pelo Zoom
Estudante tem aulas online com seus colegas usando o aplicativo Zoom em casa, durante a pandemia de coronavírus em El Masnou, ao norte de Barcelona, Espanha (02/04/2020)
Foto: REUTERS/ Albert Gea

A tecnologia emergiu como vencedora durante a pandemia, com serviços de nuvem e conectividade prosperando em um mundo de contatos virtuais.

A receita da Netflix aumentou 73% nos últimos três trimestres. As vendas do serviço de videoconferência Zoom aumentaram 307%. E a Amazon estava entre as maiores vencedoras, com vendas saltando US$ 67 bilhões, ou 35%, nos primeiros três trimestres do ano.

A economia ficou mais dependente de serviços tecnológicos do que de setores tradicionais, como manufatura ou varejo, e fez investidores correrem para comprar ações de tecnologia, aumentando ainda mais seu valor.

Microsoft, Apple, Amazon, Alphabet – a proprietária do Google – e Facebook se consolidaram como as cinco empresas mais valiosas do país. Juntas, valem mais de US$ 7,5 trilhões.

O que vem por aí: A crescente pressão antitruste representa uma grande ameaça para empresas de tecnologia. Embora as disputas não sejam provavelmente resolvidas tão cedo, a ação legal e regulatória para controlar as Big Techs se tornou uma questão bipartidária rara em Washington. – Chris Isidore

Perdedor: Indústria

Industria
Funcionário em indústria.
Foto: José Paulo Lacerda / Agência Brasil

A manufatura tradicional teve um ano muito difícil. A produção industrial despencou 16,5% entre fevereiro e abril. Mesmo após a recuperação, as fábricas dos EUA ainda estão produzindo 5% abaixo de seus níveis pré-pandêmicos.

A produção de alumínio no país caiu 8,1%, enquanto a produção de aço desabou 18%. Nenhum fabricante teve mais problemas do que a Boeing em 2020, atingida pela retração nas viagens aéreas e pelos clientes de companhias aéreas que tentavam economizar dinheiro atrasando ou cancelando compras de aeronaves.

A Boeing entrou no ano como a maior exportadora do país, o que fez da queda abrupta de venda de suas aeronaves comerciais um grande obstáculo para a economia em geral.

O que vem por aí: O setor industrial continua a ser uma parte importante da economia dos EUA. Mas sempre que passa por uma desaceleração como essa, raramente retorna ao nível anterior. Portanto, a importância da manufatura para a saúde econômica geral do país quase certamente continuará a diminuir. – Chris Isidore

Vencedor: Criadores

Pessoa manipula smartphone com logotipo da TikTok
Jovem manipula smartphone com logotipo da TikTok
Foto: Dado Ruvic/Illustration/Reuters

Os criadores têm encontrado maneiras de manter seu conteúdo atualizado e inovador ao longo de 2020, especialmente durante a pandemia. As plataformas que suportam esses criadores se beneficiaram significativamente.

Os downloads da Twitch aumentaram 61% em todo o mundo de janeiro a novembro, de acordo com a Apptopia, uma empresa de aplicativos móveis e inteligência de negócios.

O Patreon, uma plataforma social e de associação para criadores de conteúdo, cresceu 43%, e os downloads do Cameo, um aplicativo que permite que você pague por mensagens de celebridades, cresceu 134%.

Essas plataformas permitiram aos criadores produzir conteúdo com mais facilidade, divulgá-lo ainda mais e também monetizá-lo. Isso se deve em parte aos lockdowns de pandemia que ajudaram a redefinir o cenário do criador de quem é notado e por quê, com as mídias sociais servindo como megafone para o conteúdo que esses criadores compartilham e publicam.

O que vem por aí: Gigantes sociais como Facebook e Snapchat tomaram nota, lançando suas próprias versões de plataformas de criadores populares como o TikTok para competir e acompanhar a mania de conteúdo. É um sinal de que o crescimento meteórico dos criadores neste ano deverá continuar em 2021. – Jazmin Goodwin

Perdedor: Salas de cinemas

Sessão de Tenet em cinema de Londres, na inglaterra, na estreia do filme no país
Sessão de Tenet em cinema de Londres, na inglaterra, na estreia do filme no país
Foto: Henry Nicholls – 26.ago.2020/ Reuters

A pandemia de coronavírus forçou o fechamento de cinemas em todo o mundo, levando a uma queda nas vendas de bilheteria nos EUA de quase 80%, de acordo com a Comscore.

O cenário também empurrou mais pessoas presas em casa para o streaming. A Netflix e a Disney prosperaram enquanto os negócios globais de salas de cinema global, que valiam US$ 43 bilhões, foram destruídos.

O que vem por aí: Com estúdios tradicionais, incluindo Disney e Warner Bros, entrando de cabeça nos empreendimentos de streaming, os cinemas se encontram em uma posição perigosa.

Mas a maior questão em Hollywood é: será que os consumidores retornarão às salas de projeção assim que as vacinas imunizarem a população em geral, ou os dias de glória de ir ao cinema chegaram ao seu ato final? –Frank Pallotta

Vencedor: Streaming

Netflix logo
Figuras de brinquedo aparecem em frente ao logotipo da Netflix: base de assinantes da gigante do streaming teve alta com quarentena (19.mar.2020)
Foto: Dado Ruvic/Reuters

Durante anos, parecia que o streaming e os cinemas estavam em guerra entre si. Empresas de streaming como a Netflix queriam oferecer entretenimento aos consumidores quando e onde quisessem, enquanto os cinemas queriam manter a exclusividade que tem sido vital para seus negócios (junto com as vendas de pipoca, claro) no último século. Em 2020, parece que o streaming ganhou.

O que vem por aí: O streaming claramente veio para ficar. A Warner Bros. tomou a ousada decisão de lançar todos os seus filmes simultaneamente nos cinemas e na HBO Max.

A Disney registrou um crescimento elétrico com um quadro impressionante para 2021 e além. E a Netflix continua gastando muito para produzir o conteúdo original que a tornou tão popular. — Frank Pallotta

(Texto traduzido, clique aqui para ler o original em inglês).

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