Uber Eats deixa de fazer entregas a partir desta terça-feira (8)

Empresa anunciou que aplicativo vai focar na entrega de itens de supermercados e conveniências

Entregador da Uber Eats durante dia de trabalho (1.abril.2020)
Entregador da Uber Eats durante dia de trabalho (1.abril.2020) Foto: Gonzalo Fuentes/Reuters

Léo Lopesda CNNFernando Nakagawado CNN Brasil Business

São Paulo

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A partir desta terça-feira (8) a Uber Eats deixa de fazer entregas de refeições prontas. A empresa havia anunciado a decisão de não mais prestar serviço de delivery de pedidos de restaurantes no começo deste ano.

“Nosso principal objetivo daqui para frente será oferecer acesso à seleção de supermercados, lojas especializadas, pet shops, floriculturas, lojas de bebidas e outros artigos no aplicativo”, informou a empresa em nota.

A Uber afirmou que a decisão foi tomada para concentrar esforços na parceria com a startup chilena Cornershop para entrega de itens de conveniência e mercado. A partir desta terça, usuários poderão fazer pedidos de mercado, farmácia, e conveniência pela Cornershop usando o aplicativo da Uber.

Em outubro de 2019, a Uber comprou participação majoritária da Cornershop e integrou os pedidos de supermercado ao aplicativo do Uber Eats.

No Brasil, a Cornershop opera desde janeiro desde 2020. Atualmente, o serviço está disponível na seguinte lista de cidades: regiões metropolitanas de Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Jundiaí, Macaé, Maceió, Manaus, Natal, Novo Hamburgo, Piracicaba, Porto Alegre, Presidente Prudente, Recife, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Salvador, Santos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, Sorocaba, Taubaté, Uberlândia e Vitória.

A empresa afirma que espera expandir a lista de cidades ao longo de 2022.

A Uber informou ter cerca de 1 milhão de motoristas e entregadores parceiros no Brasil, sendo que 50 mil deles eram dedicados ao Uber Eats. Motociclistas e ciclistasque atendiam a essa plataforma foram incentivados a migrarem para outros serviços de entrega da própria empresa, como o “Flash Moto” e o “Direct”. Ambos não envolvem alimentos prontos.

Entre os clientes, eram 25 milhões na plataforma de delivery de comida no Brasil. A empresa não informou o número de restaurantes que estavam cadastrados.

Em janeiro, o Uber Eats também indisponibilizou a modalidade de pagamento em dinheiro.

“Todos os usuários conseguirão continuar fazendo pedidos até 7 de Março, porém apenas por meios digitais como cartão de crédito e débito e PIX”, informou a empresa.

Os créditos ou promoções no aplicativo para utilização em restaurantes que não foram utilizados até a segunda-feira (7) foram enviados para a “Uber Wallet”, onde podem ser utilizados nos outros serviços da empresa.

Seguro

O anúncio da Uber Eats ocorreu um dia após ser sancionada a lei que obriga empresas de aplicativos a contratar para seus entregadores seguro para acidentes durante o período de trabalho.

As apólices não deverão ter franquia e devem cobrir acidentes pessoais, invalidez permanente ou temporária e morte.

Em entrevista à CNN, o advogado trabalhista Miguel Marin Ruiz afirmou que a lei é “uma grande vitória” para os trabalhadores, pois também prevê a remuneração dos profissionais caso estejam incapacitados para realizar o serviço.

Ruiz explicou que a nova lei prevê uma cobertura de danos pessoais ao trabalhador, em casos de incapacidade de realização do serviço ou até mesmo de morte. O auxílio financeiro é fornecido é calculado com base nos últimos três meses remuneratórios, explicou o advogado.

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