Uber Eats promete criar sites para restaurantes em menos de cinco minutos

Por meio de ferramenta, empresa quer estimular que restaurantes criem as suas próprias páginas e se digitalizem para diminuir os rombos causados pela pandemia

Entregador da Uber Eats durante dia de trabalho: empresa lança ferramenta de criação de sites para pedidos online
Entregador da Uber Eats durante dia de trabalho: empresa lança ferramenta de criação de sites para pedidos online Foto: Gonzalo Fuentes/Reuters

Leonardo Guimarães,

do CNN Brasil Business, em São Paulo

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O Uber Eats lançou hoje uma plataforma que dá aos restaurantes a opção de criar sites próprios para receber pedidos online. A empresa não vai cobrar taxas pelas transações na plataforma até o fim deste ano.

A ideia é ajudar na recuperação dos restaurantes que, junto com motoboys e, claro, clientes, sustentam o negócio do app de entregas. A informação foi antecipada ao CNN Brasil Business.

Os empresários conseguem criar um site em menos de cinco minutos, garante a empresa. Isso porque o sistema já dá aos usuários modelos prontos. Basta inserir o menu com o preço dos pratos para colocar o site no ar. 

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Não é obrigatório que os restaurantes entreguem os pedidos via Uber Eats. Se quiserem, podem contar com sua própria equipe para isto, já que a plataforma tem uma aba que dá controle total dos pedidos. 

Além do anúncio da plataforma para criação de sites, o Uber Eats anunciou a criação de um programa que reconhece e dá benefícios aos melhores restaurantes. Os estabelecimentos mais bem avaliados pelos clientes vão ganhar um selo de qualidade e maior visibilidade no aplicativo.

Durante o período de testes do programa batizado de Top Eats, os restaurantes participantes tiveram aumento de 6% nas vendas, diz a empresa. 

“Nessa crise sem precedentes, a tecnologia pode ser nossa maior aliada e acreditamos nela para colocar o mundo em movimento”, afirma Fabio Plein, diretor do Uber Eats no Brasil. 

Já diante do “novo normal” imposto pela pandemia, o Uber Eats viu o número de restaurantes, farmácias, lojas de conveniência ligados à plataforma e outros estabelecimentos crescer 75% na América Latina, um volume 10 vezes maior que o ‘antigo normal’. O Uber Eats teve US$7  bilhões em faturamento no segundo trimestre de 2020, um aumento de 113% em relação ao mesmo período no ano passado. 

No ano passado, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) estimou que o mercado movimentou R$ 15 bilhões. Sem a pandemia, a expectativa era que a expansão fosse apenas de 20% neste ano. Mas a quarentena fará com que o crescimento seja de 30% na base anual, a R$ 19 bilhões.

O movimento do Uber Eats no cuidado da gestão dos seus parceiros reflete uma tendência do mercado: o aumento da oferta de tecnologia para gestão dos negócios. Recentemente, o iFood comprou a empresa de softwares eComanda, que oferece sistemas para controle de estoques, comanda eletrônica e gestão de cadastro. 

O mercado de softwares de gestão para varejo está aquecido em outras áreas também. Basta olhar a disputa de Stone e Totvs pela compra da Linx. Agora, as empresas de entrega correm para oferecer aos parceiros serviços cada vez mais completos. 

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