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    UE deve eliminar combustíveis fósseis russos até 2027, diz von der Leyen

    Decisão foi tomada enquanto os líderes da União Europeia estão reunidos no Palácio de Versalhes

    Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia
    Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia Reprodução/Twitter

    Artur Nicocelido CNN Brasil Business*

    Em São Paulo

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    A União Europeia deve parar de usar combustíveis fósseis russos até 2027, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nesta quinta-feira (10), acrescentando que irá propor um plano para fazê-lo em meados de maio.

    “Proposta de um plano da RePowerEU para eliminar gradualmente nossas dependências dos combustíveis fósseis russos até 2027”, escreveu ela no Twitter.

    A publicação ocorreu enquanto líderes dos 27 países da União Europeia se encontram no Palácio de Versalhes, onde foi assinado o acordo de paz da Primeira Guerra Mundial. O encontro, que durará até sexta-feira (11), tem o objetivo de discutir um plano estratégico e de investimento para reduzir a dependência da UE do gás russo.

    Minutos depois, Ursula também publicou no Twitter informando que além da regulação dos preços e dos auxílios estatais, a União Europeia está analisando opções para limitar o aumento dos preços da eletricidade.

    E que, em breve, irá propor um mínimo de 90% de armazenamento de gás até 1º de outubro de cada ano. Ou seja, haverá uma reserva de segurança para não depender de outros países.

    A Rússia corresponde a 40% do total de gás importado pela União Europeia. Dessa forma, o analista da CNN, Lourival Sant’Sanna, afirmou que a UE precisará fazer uma mudança estrutural na matriz energética.

    Desde semana passada, a União Europeia tomava medidas para tentar reduzir dependência da Rússia no setor de energia. Já que o presidente russo, Vladimir Putin, ameaçou cortar a distribuição de gás para diversos países.

    Um relatório publicado na segunda-feira (7) pela Bruegel, instituição com sede em Bruxelas, afirmou que se a Rússia interromper o fornecimento de gás à Europa para retaliar as sanções punitivas por sua invasão da Ucrânia, a região ainda poderá sobreviver no próximo inverno. Mas não será fácil ou barato.

    A instituição alertou que os preparativos “devem ser feitos para o término completo de todos os fluxos de gás russo para a Europa”.

    Bruegel também disse que o bloco precisa começar a pensar em como reabastecer seus estoques, dos quais os países da Europa dependem para manter as luzes acesas e aquecer as casas.

    Estados Unidos

    Quem também se prontificou a cortar a  importação de petróleo, gás natural e carvão da Rússia foram os Estados Unidos. O presidente Joe Biden na última terça-feira (8) declarou que a medida é mais uma tentativa de impactar a economia russa devido à guerra na Ucrânia.

    “Hoje, estou anunciando que os Estados Unidos estão mirando na principal artéria da economia da Rússia. Estamos proibindo todas as importações de petróleo, gás e energia russos”, informou o presidente durante o pronunciamento na Casa Branca.

    “Isso significa que o petróleo russo não será mais aceitável nos portos dos EUA e o povo americano dará outro golpe poderoso na máquina de guerra de Putin“, adicionou.

    Biden afirmou, na época, que a decisão foi tomada após consultar aliados, como países da União Europeia – que não aderiram ao banimento -, e entende que este movimento pode aumentar o preço dos combustíveis no mundo, inclusive nos EUA.

    *Com Reuters

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