Uma gigante dos ares faz 100 anos, em meio à pandemia que prejudicou a aviação

A Qantas inventou a classe executiva e é a única que voa para os sete continentes

Aeronave da linha australiana Qantas
Aeronave da linha australiana Qantas Foto: Divulgação/Qantas

Lilit Marcus, da CNN

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A companhia aérea australiana Qantas está comemorando seu 100º aniversário nesta segunda-feira (16), uma notícia rara e otimista para uma indústria de aviação prejudicada pela pandemia do coronavírus. A companhia aérea começou como Queensland and Northern Territory Aerial Services, que foi abreviado para QANTAS, em 16 de novembro de 1920.

Os três fundadores, Hudson Fysh, Paul McGinness e Fergus McMaster, acreditavam que o então nascente negócio de viagens aéreas poderia ser a maneira de conectar vários postos avançados distantes nas regiões rurais da Austrália.

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A primeira aeronave foi um Avro 504, um biplano anterior à Primeira Guerra Mundial que acomodava um piloto e um passageiro. Originalmente, pequenos aviões entregavam correspondência e cargas entre cidades rurais, mas a companhia aérea evoluiu junto com o país, e a Qantas (desta vez em letras minúsculas) tornou-se a transportadora nacional da Austrália em 1959.

Sua primeira rota internacional foi para Cingapura em 1935. O desenho de canguru apareceu pela primeira vez em 1944 e acompanhou a empresa aérea durante sua expansão na região da Ásia-Pacífico e além.

“Em todo o mundo, a Qantas é provavelmente mais conhecida por seu histórico de segurança, longevidade de voo e longa lista de pioneiros na aviação. Mas para os australianos, não há nada como ver o ‘canguru voador’ no aeroporto, esperando para levá-los para casa”, disse Alan Joyce, presidente da companhia, em um comunicado à imprensa.

Em meio à pandemia, a Qantas operou muitos dos “voos de socorro” que levaram cidadãos australianos de cantos remotos de volta ao país.

Não foi apenas o nome da Qantas que mudou no século passado. A companhia aérea é creditada por ter inventado a classe executiva e é a única que voa para os sete continentes — quando não há pandemia de coronavírus, é claro.

Como muitas outras companhias aéreas em todo o mundo, a Qantas foi duramente atingida pelo declínio no número de viagens em meio à pandemia. A  companhia respondeu lançando um “voo para lugar algum”, onde os passageiros passam sete horas voando em um loop através do continente, passando por locais como a Grande Barreira de Corais e Uluru.

Foto tirada durante voo panorâmico da Qantas, pouco após a partida da aeronave
Foto tirada durante voo panorâmico da Qantas, pouco após a partida da aeronave de Sydney
Foto: Ke Huang/ Acervo pessoal

Como os grandes planos para o centenário da companhia aérea foram reduzidos devido aos métodos locais de controle de vírus, a Qantas operou um voo panorâmico sobre o porto de Sydney para celebrar o seu grande dia.

Avião sobrevoou deserto australiano durante "voo para lugar nenhum"
Foto tirada do deserto australiano durante “voo para lugar nenhum”
Foto: Ke Huang/ Acervo pessoal

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