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    Unidas prepara ofensiva no mercado de veículos pesados

    A ofensiva no setor acontece na esteira de resultados trimestrais recordes da Unidas em seus negócios principais de aluguel de carros

    Caminhões novos em pátio de montadora em São Bernardo do Campo
    Caminhões novos em pátio de montadora em São Bernardo do Campo Foto: Paulo Whitaker / Reuters

    Por Aluísio Alves, da Reuters

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     A empresa de locação de veículos e terceirização de frotas Unidas contratou um executivo para liderar sua divisão de pesados, segmento no qual já tem uma operação de cerca de mil unidades entre máquinas e caminhões.

    “Não é segredo para ninguém que temos uma operação em pesados, mas nos próximos trimestres passaremos a divulgar também de forma separada nosso desempenho no setor em que temos muita ambição”, disse o diretor-presidente da Unidas, Luis Fernando Porto, durante teleconferência com analistas.

    A ofensiva no setor acontece na esteira de resultados trimestrais recordes da Unidas em seus negócios principais de aluguel de carros, gestão de frotas e vendas de seminovos, em meio à crise de produção de veículos devido à falta de chips.

    Segundo Porto, o atual desalinhamento entre oferta e demanda só deve ser equilibrado por volta do segundo trimestre de 2022. Até lá, o que se prevê é aumento de tarifas para terceirização de frotas e no aluguel a pessoas físicas, mercados que têm uma demanda reprimida forte, à medida que a atividade econômica segue se recuperando da crise provocada pela pandemia da Covid.

    Para a companhia, disse o executivo, isso deve se traduzir em manutenção do ritmo de crescimento das receitas e manutenção ou aumento das margens nos próximos trimestres.

    Com contratos de longo prazo com montadoras, a Unidas conseguiu receber 4,5 mil veículos recentemente, que estão sendo incorporados à operação, mas o cenário é tal que a empresa teria condições de receber outros 24 mil agora, acrescentou ele.

    Com isso, a Unidas já tem praticado em julho tarifas de 7% a 10% maiores do que as registradas no segundo trimestre.

    De acordo com Porto, além da forte demanda, outro fator que está impulsionando as tarifas é o aumento da taxa de juros. Para tentar conter a inflação, o Banco Central já elevou a Selic neste ano de 2% para 4,25% ao ano e a expectativa de economistas é de que chegue a 7% até dezembro.

    “Estamos fazendo o possível para reduzir os nossos custos, mas o que não conseguirmos compensar com isso vamos ter que repassar”, disse Porto. “Não vamos abrir mão da rentabilidade.”

    Até que oferta e demanda de veículos se equilibrem, a Unidas vai priorizar seus clientes de locação, o que deve fazer com que a idade média dos veículos a serem vendidos cresça, disse o executivo, prevendo que o mercado de seminovos só se estabilize num horizonte de dois a três anos no país.

    Porto não comentou sobre o plano de fusão da Unidas com a Localiza, em análise no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A proposta anunciada em setembro de 2020 criaria um grupo com valor de mercado de quase 50 bilhões de reais em valores da época e uma frota de 470 mil carros.

    Às 15h15, a ação da Unidas tinha queda de 1% na B3, enquanto o Ibovespa subia 0,9%.

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