Varejo do estado de São Paulo perde R$ 1 bilhão por dia, segundo Fecomercio-SP

Em entrevista, o diretor da Fecomercio-SP, Ivo Dall'Acqua, diz que dinheiro liberado pelo Banco Central não está chegando na ponta

Da CNN, em São Paulo

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Em entrevista para a CNN, o diretor da Fecomercio de São Paulo, Ivo Dall’Acqua, disse que segundo os cálculos da entidade, o setor de varejo do estado perde cerca de R$ 1 bilhão por dia, e que após a prorrogação da quarentena, anunciada pelo governador João Doria (PSDB), nesta sexta-feira (17), as perdas totais podem chegar a até R$ 60 bilhões no setor.

“Tivemos uma reunião com a prefeitura na última segunda-feira (13), e nela o secretário da Saúde, Edson Aparecido trouxe projeções que mostraram que a coisa está pior que imaginávamos. A federação do comércio tem compromisso com os protocolos de saúde e bem-estar, mas existe a questão da saúde das empresas. A prefeitura propôs o escalonamento de horários de funcionamento, mas a forma proposta poderia gerar dúvidas para a população, com consumidores pensando que estamos desabastecidos, gerando correria para compras”.

Ivo também elogiou as ações do estado para ajudar empresas paralisadas pelo coronavírus, mas disse que não é suficiente e que é necessária ajuda mais enfática do governo federal.

“O governo do estado liberou R$ 1,3 bilhão, mas isso é meio dia de faturamento do varejo. Não estamos recebendo ajuda de dois lados, uma vez que o dinheiro liberado pelo Banco Central não chegou na ponta, já que ainda estão parados nos agentes financeiros, que não tem interesse em fazer repasse para nosso setor. Minha sugestão é que o congresso aprove a extinção dos fundos garantidores, que representam quase R$ 300 bilhões, para um fundo ativo de ajuda ao comércio. O dinheiro deveria ir direto para a ponta”.

O diretor também reclamou da falta de concessões feitas pelo funcionalismo público em relação a cortes de salários e horas trabalhadas, e disse que também é hora do governo compensar as perdas.

 

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