Volkswagen reduz previsão de vendas e alerta para cortes em meio à falta de chip

Volkswagen agora estava assumindo um crescimento nas vendas de até 10% em vez de até 15% antes, disse o diretor financeiro

Lucro operacional do terceiro trimestre ficou em 2,8 bilhões de euros, queda de 12% em relação ao ano anterior
Lucro operacional do terceiro trimestre ficou em 2,8 bilhões de euros, queda de 12% em relação ao ano anterior Logotipo da Volkswagen 23/9/2014 REUTERS/Fabian Bimmer

Christoph SteitzJan Schwartzda Reuters

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A Volkswagen reduziu sua previsão de entregas, diminuiu as expectativas de vendas e alertou sobre cortes de empregos, já que a escassez de semicondutores fez com que a maior montadora da Europa tivesse lucro operacional inferior ao esperado no terceiro trimestre.

Os números mostram a pressão que a Volkswagen está enfrentando enquanto tenta mudar mais de sua produção para veículos elétricos e enquanto a Tesla se prepara para mudar sua produção para perto de Berlim.

Como resultado da escassez, a Volkswagen, que traçou um plano ambicioso para o líder mundial em vendas de veículos elétricos (VE), agora espera que as entregas em 2021, esteja apenas em linha com o ano anterior, após ter previsto aumento.

“Os resultados ressaltam a necessidade de mais melhorias de produtividade e reduções de custos fixos para seguirmos competitivos”, disse o presidente-executivo Herbert Diess.

A Volkswagen esperava antes de um aumento significativo dos 223 bilhões de euros alcançados no ano passado, o que indicava um crescimento mais forte.

A Volkswagen agora estava assumindo um crescimento nas vendas de até 10% em vez de até 15% antes, disse o diretor financeiro Arno Antlitz.

Ameça da Tesla

A Volkswagen, que pretende superar a Tesla como maior vendedor de elétricos do mundo até o meio da década, confirmou a meta de margem de lucro operacional de 6,0% a 7,5% para 2021.

Diess disse estar confiante de que a Volkswagen pode acompanhar a Tesla, mas acrescentou que isso exigirá mais cortes de custos, incluindo reduções de pessoal na sede em Wolfsburg.

“Com certeza precisamos de alguma redução no quadro de funcionários, para sermos mais competitivos”, disse Diess.

O lucro operacional do terceiro trimestre ficou em 2,8 bilhões de euros, queda de 12% em relação ao ano anterior e menor do que a previsão de 2,99 bilhões da Refinitiv. A margem de lucro para o período caiu, de 5,4% no ano passado, para 4,9%.

A Porsche, divisão de luxo da Volkswagen, que avalia uma possível listagem na bolsa, disse que o quarto trimestre será um desafio em relação ao fornecimento de chips, de acordo com fontes.

Diess disse que não há planos para novas vendas de ativos, após uma oferta inicial de ações da unidade de caminhões Traton e planos para trazer investidores para financiar seis fábricas de baterias até 2030.

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