Waack: governo tem desafio de criar programa social ‘coerente e coordenado’

Auxílio emergencial foi prorrogado por mais três meses; 'novo' Bolsa Família deve ser lançado em ano eleitoral

Da CNN, em São Paulo

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No quadro CNN Poder desta segunda-feira (6), na CNN Rádio, William Waack fala sobre a prorrogação do auxílio emergencial e o desafio da criação de um novo programa social, em desenvolvimento pela pasta da Economia, comandada pelo ministro Paulo Guedes, “para o presidente Jair Bolsonaro chamar de seu”. 

Para Waack, a prorrogação do auxílio emergencial, criado como uma renda adicional para famílias afetadas pela pandemia, não é “uma novidade” e nem pode ser considerado um problema para o governo federal. 

“Há um numero grande de pessoas, estima-se que sejam 30 milhões, que são terrivelmente necessitadas pelo estado da nossa economia, que foi piorado pela pandemia. O problema não é a ajuda emergencial em si e, para informação daqueles que acompanham a questão fiscal, esse dinheiro está saindo de um crédito extraordinário, ele não entra no teto de gastos”, disse.

No entanto, segundo Waack, o problema deve surgir a partir da criação de “um novo Bolsa Família”. “O governo está prometendo uma espécie de Bolsa Família turbinado para o presidente Jair Bolsonaro dizer que é dele, chamar de seu, isto pro final do ano. Há mais de dois anos se discute algo desse tipo e é uma característica da desarticulação da falta de objetivos claros e planejamento, pra não dizer estratégia do governo, particularmente em questões sociais.”

Para Waack, o desafio do governo federal será a criação de um novo programa social “integrado, coerente e coordenado” em ano de eleição. A inflação, no entanto, deve ajudar a implementação do programa. 

“Um fator inesperado positivo, do ponto de vista de quem quer gastar antes de uma eleição, foi que a inflação ajudou a ter uma arrecadação muito acima do que se esperava, ou seja, há sobra”, avalia Waack.

“O problema é o que fazer no ano que vem e como montar um programa social razoavelmente integrado, coerente e coordenado. Sendo ano de eleição, o programa social vai sair. Se ele vai ser realmente um programa social digno do nome ainda vamos ter que esperar.”

 

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