Waack: Uso da Petrobras como instrumento econômico é algo que termina mal

Sinais não são reconfortantes sobre perspectiva de que estatal seja usada como ferramenta de política eleitoral, pura e simples, pelo governo Bolsonaro

Da CNN

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No quadro CNN Poder desta quarta-feira (15), na CNN Rádio, William Waack analisa a politização da Petrobras no debate sobre o preço dos combustíveis no Brasil.

“Esse filme nós conhecemos… vocês lembram da [ex-presidente] Dilma Rousseff, quando ela resolveu que a Petrobras seria um instrumento de economia e desenvolvimento nacional, aquele blá blá blá todo, mas principalmente, que ia tratar de controlar a inflação através de fixação de preço de combustíveis? É um filme horrível que acaba mal”, ressaltou Waack.

Ele afirmou que quando o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) monta um “espetáculo político” e leva o atual presidente da Petrobras para discutir porque a gasolina não está mais barata, estamos pensando no sintoma e não na causa. “Estão querendo controlar a gripe através da febre e não o contrário.”

“A gasolina está cara, sobretudo, porque a taxa de câmbio é ruim para o Brasil, porque as commodities subiram lá fora, porque os impostos são altos e porque há uma turbulência política tão grande que impede que a economia brasileira desenvolva seu potencial”, explicou.

Ele falou ainda sobre a perspectiva de que a estatal seja utilizada como instrumento de política eleitoral pura e simples pelo governo de Jair Bolsonaro (sem partido), ou seja, da possibilidade de os preços, que estão caros, serem congelados.

“Os sinais não são reconfortantes. São, na verdade, de que se vai tentar, de novo, repetir esse filme. O filme termina mal. O prejuízo é geral. E acaba sendo maior ainda para quem tenta fazer do controle da intervenção estatal em preços da energia um instrumento político-eleitoral.”

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