Zona do euro apoiará postura fiscal neutra, mas flexível, em 2023 em meio à guerra

Comissão Europeia recomenda que governos fiquem prontos para se adaptar rapidamente caso a crise na Ucrânia produza novos desafios para o resto da Europa

Logo da União Europeia durante preparativos par fotos em reunião de ministros em Hamburgo, Alemanha
Logo da União Europeia durante preparativos par fotos em reunião de ministros em Hamburgo, Alemanha 29/05/2007. REUTERS/Christian Charisius

Reuters

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Os ministros das Finanças da zona do euro devem endossar nesta segunda-feira (14) a visão da Comissão Europeia de que a política fiscal deve passar de estimulativa a neutra em 2023, mas que as autoridades precisam estar prontas para desembolsar mais dinheiro caso a guerra na Ucrânia o faça necessário.

Os ministros das Finanças dos 19 países que compartilham o euro se reúnem nesta segunda para discutir sua posição fiscal no ano que vem, à medida que a invasão da Ucrânia pela Rússia aumenta a incerteza e os riscos para o crescimento econômico da União Europeia, que ainda está se recuperando após a pandemia.

A Comissão Europeia recomendou em 2 de março que os governos da UE mudem para uma postura fiscal neutra em 2023, partindo de uma postura de apoio agora, mas fiquem prontos para se adaptar rapidamente caso a crise na Ucrânia produza novos desafios para o resto da Europa.

“Há boas razões para estarmos otimistas sobre a resiliência de nossas economias, mas estamos em uma situação em que a incerteza é muito alta e os riscos negativos aumentaram, então percebemos que precisamos estar prontos para atualizar nossas premissas e ajustar nossas políticas conforme necessário”, disse uma autoridade da zona do euro envolvida na preparação das negociações.

Os ministros da zona do euro não discutirão sanções impostas à Rússia, porque farão isso com seus colegas da UE fora da zona do euro na próxima terça-feira.

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