Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Abastecimento de combustíveis corre risco no Brasil por bloqueios, diz Instituto Brasileiro do Petróleo

    Manifestações são realizadas por grupos de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) insatisfeitos com a derrota nas urnas no domingo

    Bloqueios e interdições atingiam 20 estados e Distrito Federal na manhã desta terça-feira
    Bloqueios e interdições atingiam 20 estados e Distrito Federal na manhã desta terça-feira . REUTERS/Adriano Machado

    Por Marta Nogueira, da Reuters

    As distribuidoras de combustíveis avaliam que a situação de abastecimento do país é bastante crítica diante das interdições em estradas brasileiras e da falta de coordenação do governo federal para evitar riscos de falta do produto, afirmou à Reuters nesta terça-feira (1º) a diretora de Downstream do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), Valéria Lima.

    Os principais pontos de atenção quanto ao risco de desabastecimento de combustíveis no momento são Santa Catarina e Paraná, com grandes reflexos em São Paulo, disse a diretora do IBP, que representa as maiores distribuidoras de combustíveis do país, como Vibra, Raízen e Ipiranga.

    “É uma situação crítica o que estamos vivendo”, afirmou Lima, em conversa por videoconferência.

    As manifestações são realizadas por grupos de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) insatisfeitos com a derrota nas urnas no domingo.

    Bloqueios e interdições atingiam 20 estados e Distrito Federal na manhã desta terça-feira, apesar de decisões judiciais determinando o desbloqueio e diante do silêncio do presidente, que ainda não se manifestou sobre o pleito até o momento.

    Lima pontuou que o IBP tem conseguido acessar os órgãos federais para tratar sobre o tema, mas que não houve uma sala de crise montada, como foi feito nas outras vezes em que país enfrentou manifestações similares em estradas.

    “Sem ação coordenada, fica muito difícil atacar isso… Falta realmente um diálogo articulado com governo federal”, pontuou.

    Lima explicou que, diante da situação, o IBP tem buscado exercer um papel de coordenação, tentando atuar na medida do possível em contato para além de suas distribuidoras, em conversas com outros agentes de mercado e segmentos que dependem dos combustíveis.

     

    (Por Marta Nogueira)