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    Ações de banco First Republic afundam nos EUA apesar de injeção de US$ 30 bilhões

    Medo de um colapso iminente do banco levou a um acordo sem precedentes feito por agentes poderosos, incluindo a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, o chair do Fed e o presidente-executivo do JPMorgan

    Por Medha Singh e Joice Alves, da Reuters

    As ações do First Republic Bank recuavam mais de 26% nesta na sexta-feira (17), conforme os US$ 30 bilhões em depósitos injetados por grandes bancos dos Estados Unidos não conseguiam acalmar receios de investidores em relação à instituição.

    O medo de um colapso iminente do banco levou a um acordo sem precedentes feito por agentes poderosos, incluindo a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, e o presidente-executivo do JPMorgan, Jamie Dimon, na quinta-feira.

    O First Republic suspendeu seus dividendos e divulgou que tem US$ 34 bilhões em caixa, excluindo a nova injeção de depósitos.

    O banco também divulgou que havia emprestado até US$ 109 bilhões do Fed e outros US$ 10 bilhões do Federal Home Loan Bank em 9 de março.

    “A importância das mudanças no balanço patrimonial (do banco) em apenas uma semana é impressionante… e junto com a suspensão do dividendo, indica uma perspectiva muito terrível para a empresa e os acionistas”, disse o diretor-gerente da KBW, Chris McGratty.

    Ações de bancos de Wall Street, incluindo JPMorgan, Citigroup Inc, Bank of America e Wells Fargo, envolvidos no resgate do First Republic também recuavam em torno de 2% e 3%.

    Fundado em 1985, o First Republic tinha US$ 212 bilhões em ativos e US$ 176,4 bilhões em depósitos no final do ano passado, de acordo com seu balanço anual.

    O banco foi contaminado pelos temores sobre a saúde financeira do setor bancário norte-americano desencadeados pelo colapso de dois bancos de médio porte do país na semana passada. As ações do First Republic acumulam queda ao redor de 80% este mês.

    “Possivelmente o mercado está procurando uma venda/comprador total, em vez de uma injeção de capital”, disse John Petrides, gestor na Tocqueville Asset Management, acrescentando que a crise ainda não acabou.

    Dados do Fed divulgados na quinta-feira mostraram que bancos buscaram um recorde de US$ 152,9 bilhões em liquidez de emergência do banco central dos EUA nos últimos dias, superando o recorde anterior ocorrido durante a fase mais aguda da crise financeira internacional de 2008.