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    Alckmin deixa meta fiscal em aberto, mas diz que esforço será para zerar déficit

    Governo se apressa para aprovar medidas que possibilitem atingir arrecadação necessária

    Geraldo Alckmin, vice-presidente da República
    Geraldo Alckmin, vice-presidente da República Diogo Zacarias/MF

    Luciana Amaralda CNN

    em Brasília

    O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, deixou a meta fiscal em aberto ao ser questionado sobre o assunto nesta segunda-feira (6), mas reforçou que os esforços do governo federal serão para zerar o déficit e, então, ter superávits sucessivos.

    “O governo tem compromisso com o arcabouço fiscal. O que o presidente Lula colocou é que num momento de cenário mundial de menor crescimento, mais preocupante, você precisa ter uma preocupação com os brasileiros, com os trabalhadores, com aqueles que precisam mais. Então essa é a preocupação. […] Mas o compromisso fiscal do governo é total. Quer dizer: o governo tem compromisso com responsabilidade fiscal. Se você vai fazer o ano que vem, demorar mais seis meses, é 0%, é 0,5%, aí é uma questão ainda a ser discutida. Mas o esforço todo será na linha de zerar o déficit fiscal e depois ter superávits fiscais sucessivos”, declarou, ao ser questionado pela CNN Brasil sobre a meta fiscal.

    No texto do novo marco fiscal, o governo Lula previu zerar o déficit primário em 2024. Para tal, indica o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), enviado ao Congresso Nacional, seria necessário elevar a arrecadação em cerca de R$ 168 bilhões.

    Liderado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o governo se apressa para aprovar no Legislativo medidas que possibilitem atingir a arrecadação necessária. Nas últimas semanas, em meio a dificuldades, passou a ser ventilada a possibilidade de a meta fiscal ser alterada.

    O aumento de despesas, no que se convenciona chamar “pautas-bomba”, eleva as preocupações fiscais no governo. Haddad pediu para que a desoneração da folha fosse debatida junto à reforma do Imposto de Renda, que deve acontecer no ano que vem.

    Veja também: Congresso estima déficit mínimo de 0,5% do PIB para comportar obras e projetos de Lula

    Publicado por Amanda Sampaio, da CNN.