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    Aneel aprova edital do leilão de energia de junho, com aportes estimados em R$ 15,8 bi

    Objetivo é reforçar capacidade para escoamento da eletricidade produzida principalmente na região Nordeste

    Trabalhador em frente a linhas transmissão de energia
    Trabalhador em frente a linhas transmissão de energia Reuters

    da Reuters

    A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (14) o edital do primeiro leilão de transmissão de energia deste ano, marcado para 30 de junho na B3, que buscará reforçar a capacidade para o escoamento da eletricidade produzida principalmente na região Nordeste, onde tem crescido a geração eólica e solar.

    O certame oferecerá ao mercado nove lotes, envolvendo um total de 6,1 mil quilômetros de novas linhas de transmissão e 400 megavolt-ampères (MVA) em capacidade de transformação de subestações.

    Ao todo, são estimados investimentos de R$ 15,8 bilhões por parte das concessionárias na implementação dos projetos, distribuídos em sete Estados: Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Sergipe e São Paulo.

    Dos nove empreendimentos, sete têm por objetivo aumentar o escoamento da energia gerada no Nordeste para os centros de carga do Sudeste.

    Há ainda um lote destinado à implantação de linhas de transmissão subterrâneas na região metropolitana de Recife, e outro para um novo serviço de transformação em subestação já existente no Sergipe.

    Os prazos para conclusão dos empreendimentos variam de 36 a 66 meses, a depender do porte do projeto e volume de investimentos previstos.

    O leilão de transmissão de junho será o primeiro de um ano que promete ser agitado para as transmissoras, com a oferta de projetos somando até 50 bilhões de reais, segundo estimativas do governo.

    O grande volume de novos projetos de transmissão de energia vem na esteira do crescimento acelerado da geração renovável no Nordeste e em Minas Gerais, levando à necessidade de reforços e ampliação da capacidade de escoamento de energia para os principais centros de carga do país.