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    ANP cassa liminar de redução de compras de créditos de descarbonização

    Com menos de dois meses para o final do ano, as distribuidoras tinham comprado apenas metade da meta revisada para o ano

    Funcionário de posto de combustíveis abastece carro em São Paulo
    Funcionário de posto de combustíveis abastece carro em São Paulo Foto: Paulo Whitaker/Reuters

    A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou nesta segunda-feira (16) que cassou a liminar que garantia a integrantes da Associação das Distribuidoras de Combustíveis (Brasilcom) uma redução de metas de compras obrigatórias de créditos de descarbonização (CBios) neste ano.

    A decisão judicial garantia que as empresas pudessem cumprir apenas 50% das metas atuais de créditos de descarbonização previstas para 2020. Questionada sobre notícia publicada mais cedo, a ANP afirmou apenas que cassou a liminar, sem dar detalhes.

    As metas individuais revisadas para cada distribuidora só foram publicadas ao final de setembro pela reguladora ANP, após um processo de redução nas obrigações de compras de CBios motivado pela pandemia.

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    Com menos de dois meses para o final do ano, as distribuidoras tinham comprado apenas metade da meta revisada para o ano, até a semana passada.

    Distribuidoras alegam que os produtores de biocombustíveis, que são os emissores dos CBios, estavam segurando as vendas, o que elevou os preços dos créditos.

    De outro lado, os emissores de CBios afirmam que as metas originais já tinham sido reduzidas pela metade, devido à pandemia, e que o processo foi todo discutido entre todos os agentes.

    Na semana passada, a pasta de Minas e Energia do governo Jair Bolsonaro reafirmou “apoio integral” ao programa RenovaBio, que define metas de descarbonização na comercialização de combustíveis, após distribuidoras terem obtido na Justiça a liminar para rever obrigações no âmbito da iniciativa.

    Não foi possível falar imediatamente com a Brasilcom.

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