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    Apesar de posição do Copom, há “espaço enorme” para queda dos juros, diz economista

    À CNN Rádio, o professor da PUC-SP Antonio Correa de Lacerda defendeu que os juros altos atingem a maior parte da população

    BC manteve a Selic em 13,75% na última reunião do Copom
    BC manteve a Selic em 13,75% na última reunião do Copom Getty Images

    Amanda Garciada CNN

    Apesar da manutenção da taxa de juros em 13,75% pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na noite da quarta-feira (21), “há espaço enorme” para a redução da Selic. A avaliação é do professor de economia da PUC-SP Antonio Correa de Lacerda.

    À CNN Rádio, ele defendeu que “a sociedade tem que fazer pressão, e que isso faz parte do jogo democrático.”

    O economista acredita que “a posição do Copom prejudica a economia” e está na hora de a sociedade exigir que autonomia do Banco Central seja utilizada “não só para subir e manter a taxa, mas para baixá-la também, como a necessidade agora requer.”

    Antonio Correa de Lacerda afirmou que o comunicado do Copom, que falou em cautela e parcimônia, traz “alegações questionáveis”, ao menos de acordo com parte dos economistas.

    “Temos a situação inflacionária e do contexto da economia — que envolve emprego, produção, crédito, com empresas em dificuldades e famílias endividadas”, explicou.

    Dessa forma, ele acredita que não só deveria ter havido uma sinalização de queda futura dos juros, mas também que já era possível de ter reduzido a Selic na reunião de quarta-feira (21).

    “O que nós temos é aquilo que se argumenta como parcimônia que pode ser convertido numa ‘covardia’ ou medo excessivo de reduzir taxas de juros”, opinou.

    O economista lembrou que “uma pequena camada é favorecida pela manutenção de juros elevados, a mais rica, e a grande maioria é fortemente afetada negativamente por este quadro”.

    *Com produção de Isabel Campos