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    Apex busca equilíbrio e diversificação de investimentos entre Brasil e Arábia Saudita

    Projetos setoriais visam promover a exportação de setores não-tradicionais para o país, que é o principal parceiro comercial brasileiro no Oriente Médio

    Segundo a Apex, um dos principais desafios está na inserção de produtos de maior valor agregado na pauta exportadora brasileira para a Arábia Saudita
    Segundo a Apex, um dos principais desafios está na inserção de produtos de maior valor agregado na pauta exportadora brasileira para a Arábia Saudita REUTERS/Amanda Perobelli

    Da CNN

    São Paulo

    Com o crescente interesse da Arábia Saudita em investir no Brasil, a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) quer equilibrar e diversificar ainda mais as negociações entre os dois países.

    Atualmente, a Arábia Saudita é o principal parceiro comercial do Brasil no Oriente Médio, com corrente de comércio de US$ 8,2 bilhões em 2022, explica Ana Repezza, diretora de negócios da Apex Brasil.

    “Desses US$ 8,2 bilhões, somente US$ 2,9 bilhões foram de exportações do Brasil para Arábia Saudita. Por isso, existe espaço para diversificação e maior equilíbrio dessa relação comercial”, afirma.

    Mais de 90% das importações brasileiras originadas na Arábia Saudita em 2022 foram de petróleo bruto, adubos ou fertilizantes e óleo combustível.

    Para expandir o mercado saudita para exportações brasileiras, a Apex possui dez projetos setoriais com foco no país, que englobam esferas como alimentos e bebidas, casa e construção, máquinas e equipamentos, moda e saúde.

    Esses projetos, explica Repezza, visam promover a exportação de setores não-tradicionais para a Arábia Saudita, uma vez que “o país tem um PIB muito alto e está ocidentalizando seu padrão de consumo”, acrescenta.

    Entre as prioridades, estão projetos vinculados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que envolvem infraestrutura, portos e aeroportos, mineração e cidades inteligentes.

    “A Arábia tem uma competitividade grande na gestão de malhas aeroviárias, inclusive houve um evento com os sauditas no Rio de Janeiro no qual se falou sobre a possibilidade de cooperação e investimento no setor aeroportuário. Eles têm bastante interesse, por exemplo, de que tenhamos mais rotas regionais no nosso país”, explica Repezza.

    Segundo a Apex, um dos principais desafios está na inserção de produtos de maior valor agregado na pauta exportadora brasileira para a Arábia Saudita, como casa e construção, moda e saúde.

    Alimentos

    Entre os 10 principais grupos de produtos exportados do Brasil para a Arábia Saudita em 2022, sete estão ligados à agricultura e pecuária.

    “A Arábia Saudita importa praticamente tudo o que ela consome em termos de alimentação. Por isso, eles também têm interesse em desenvolver essas cadeias de fornecimento para garantir que ele aconteça da melhor forma possível”, explica Repezza.

    Em 2022, na pauta exportadora, predominaram itens como carne, açúcar, milho, soja e trigo. Os três primeiros produtos responderam por mais da metade das exportações brasileiras, segundo a Apex.

    Brazil Investment Forum

    Nos dias 7 e 8 de novembro, ocorre a sexta edição do Brasil Investment Forum (BIF), um evento de atração de investimentos estrangeiros da América Latina.

    Neste ano, o BIF irá destacar oportunidades de investimentos e o ambiente de negócios brasileiro, além de propostas com enfoque em sustentabilidade e industrialização, além de temas como tecnologia, inovação e iniciativas de investimentos em participação.

    “A gente espera ter a presença de alguns investidores sauditas para fazer reuniões bilaterais. O evento será um momento importante pra tentar catalisar a possibilidade de novos investimentos”, comenta Repezza.

    Para a diretora de negócios da Apex, a expectativa é de que a Arábia Saudita, se torne, de fato, um parceiro no novo ciclo de desenvolvimento do Brasil.

    “Nosso trabalho é prover todas as informações que um investidor saudita possa precisar pra vir para o Brasil e suavizar a chegada da implantação desse investidor”, conclui.

    Veja também: No G20, Arábia Saudita aponta interesse em investir no Brasil

    Publicado por Amanda Sampaio, da CNN.