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    Argentina não aprendeu com erros de crises econômicas do passado, diz economista

    À CNN Rádio, Roberto Dumas reforçou que controle de preços artificial “não tem como dar certo”

    Nota de mil pesos é a de maior valor em circulação na Argentina
    Nota de mil pesos é a de maior valor em circulação na Argentina Manuel Augusto Moreno/Getty Images

    Amanda Garciada CNN

    Dificilmente a Argentina vai “encontrar a trajetória econômica de que necessita”, já que ela continua “cometendo o mesmo erro de sempre”. É o que defende o professor e economista-chefe do banco Voiter, Roberto Dumas.

    Em entrevista à CNN Rádio, ele avalia que os argentinos “não aprenderam nada com a crise econômica dos anos 80.”

    “A política heterodoxa de ajudar o próximo com emissão monetária gera mais inflação, que já está batendo 90% ao ano e pode chegar aos três dígitos. A situação atual é de crise de inflação e crise cambial, já que a Argentina está sem dólar e pode ter desabastecimento porque limitou exportações”, disse.

    Esta crise fiscal e social é agravada pelo controle de preços artificial, que, Dumas explica, “não tem como dar certo.”

    O economista não acredita que colocar um “superministro”, Sergio Massa, neste momento, significará grandes mudanças. “Pareceu uma tentativa de reconstrução política e para dar governabilidade.”

    De acordo com Roberto Dumas, o que deve acontecer é uma maxi depreciação cambial. “A maneira de tentar voltar o abastecimento e poder de exportação é essa, só que ela suscita pressões inflacionárias, não há medida fácil.”

    “Se olhar histórico do Sergio Massa e do governo como um todo, eles não são reformuladores, com um novo plano para tirar Argentina do atoleiro, vai ser programa ‘arroz com feijão’ tentando empurrar com a barriga até as eleições e deve sofrer entre idas e vindas”.

    Apesar da crise econômica global, o especialista vê a situação da Argentina como 80% interna e apenas 20% fruto do cenário externo.

    *Com produção de Alessandra Ferreira