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    Avanço do marco fiscal reduz incertezas, mas dependência de receitas mantém mercado receoso, dizem especialistas

    Com a aprovação da urgência pela Câmara, tema pode ser votado em plenário sem precisar passar pelas comissões da Casa, o que deve acontecer na próxima quarta-feira (24)

    Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central, Rafaela Vitória, economista-chefe do Inter, e Pedro Paulo Silveira, diretor de gestão de investimentos do Nova Futura Investimentos, debatem sobre o cenário econômico no Brasil
    Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central, Rafaela Vitória, economista-chefe do Inter, e Pedro Paulo Silveira, diretor de gestão de investimentos do Nova Futura Investimentos, debatem sobre o cenário econômico no Brasil Reprodução CNN

    Rafael Saldanhada CNN

    São Paulo

    A Câmara dos Deputados aprovou a urgência do marco fiscal na última semana. Especialistas disseram à CNN que o avanço da medida reduz incertezas, mas destacam que sua dependência do aumento da arrecadação mantém o mercado receoso.

    A economista-chefe do Inter, Rafaela Vitoria, afirma que o “cenário de incertezas” se arrasta desde a aprovação da PEC do Estouro, ainda na transição entre os governos.

    “A proposta de arcabouço — que foi de certa forma aprimorada pelo relator [Cláudio Cajado] — traz alguma melhora, alguma segurança, especialmente do ponto de vista do controle de gastos. Mas ainda há incertezas sobre o avanço da receita”, disse.

    O ex-presidente do Banco Central e sócio da Tendências Consultoria Integrada, Gustavo Loyola, reiterou a análise. Segundo o especialista a nova regra “afasta cenários catastróficos”, mas não traz segurança para as contas públicas.

    Para Pedro Paulo Silveira, diretor da Nova Futura Investimento, o mercado ainda tem dúvidas sobre a trajetória do primário e da relação dívida/PIB do Brasil, por isso a melhora de métricas econômicas, como as taxas de juros, é tímida.

    Com a aprovação da urgência pela Câmara, o tema pode ser votado em plenário sem precisar passar pelas comissões da Casa, o que deve acontecer na próxima quarta-feira (24).

    Ao todo, 367 deputados votaram favoravelmente à urgência do projeto de lei complementar do novo regime fiscal, enquanto 102 votaram contra, além de uma abstenção.

    Publicado por Danilo Moliterno.