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    Banco Central sinaliza início de queda da Selic em junho de 2023

    Em entrevista coletiva, presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmou que não aceitaria uma possível recondução ao cargo

    Elis Barretoda CNN

    em Brasília

    O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, indicou que a taxa básica de juros, a Selic, deve começar a cair em junho de 2023. Em entrevista coletiva sobre o Relatório Trimestral de Inflação, nesta quinta-feira (29), o presidente enfatizou que o BC usa a curva de juros do Boletim Focus.

    “Na curva do Focus tem um corte em junho e usando esse corte em junho a gente mostra que a gente atinge os objetivos, não tem grande diferença. O mercado chegou a ter curva com corte um pouquinho mais cedo, mas a gente entende que é uma diferença pequena”, disse o presidente.

    O diretor de Política Econômica, Diogo Guillen, também destacou que “para o atingimento, para a estratégia de atingir a inflação ao redor da meta no horizonte relevante, a gente usa como hipótese o Focus, que tem o primeiro corte em junho.” Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano. Entretanto, para 2023, o boletim Focus prevê a taxa básica em 11,75%.

    Recondução

    Roberto Campos Neto negou também uma possível recondução para um novo mandato na presidência do Banco Central.

    “Não aceitaria a recondução. O processo de recondução gera risco, porque o presidente no processo de recondução pode sofrer influência. Não aceitaria, não está relacionado em ser um presidente ou outro. É o que eu acredito em ser melhor para a autonomia do Banco Central”, afirmou Campos Neto.

    Roberto Campos Neto foi nomeado para presidência do Banco Central em fevereiro de 2019, pelo presidente Jair Bolsonaro. Em fevereiro de 2021, após a aprovação da lei de autonomia do Banco Central que prevê mandatos para os presidentes, Campos Neto foi reconduzido ao cargo. O atual mandato vai até dezembro de 2024.

    A principal mudança estabelecida pela lei foi em relação aos mandatos do presidente e dos diretores do Banco Central. A atual proposta determina que essas autoridades fiquem em seus cargos por quatro anos não coincidentes com o mandato do presidente da República. Pela regra, os mandatos devem começar sempre no 1º dia útil do 3º ano de cada governo. Todos os nomeados poderão ter seus mandatos renovados por apenas uma vez.