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    Banco Mundial reduz projeção para alta do PIB brasileiro para 0,7% em 2022

    Para 2023 e 2024, é esperado crescimento na atividade econômica do Brasil de 1,3% e 2%, respectivamente

    Anna Russida CNN

    em Brasília

    O Banco Mundial reduziu para 0,7% a projeção para o crescimento da atividade econômica no Brasil em 2022. O número é o segundo menor para a região da América Latina e Caribe, atrás apenas do Haiti, que deve ter recessão de 0,4%.

    A revisão está no relatório “Consolidando a Recuperação, Aproveitando as Oportunidades do Crescimento Verde”, divulgado pela instituição nesta quinta-feira (7). Em janeiro, o BM previa crescimento de 1,4% para a economia brasileira.

    “O Brasil é um dos países que tem tido mais dificuldades para se recuperar da pandemia, talvez por ter sido atingido mais fortemente. […] Talvez fatores como (a importação dos) fertilizantes e as complicações na cadeia de valor global, sejam prejudiciais (para a economia brasileira) nesse sentido” explicou Bill Maloney, economista-chefe do Banco Mundial.

    Para 2023 e 2024, é esperado crescimento de 1,3% e 2%, respectivamente, na atividade econômica do Brasil.

    América Latina e Caribe

    O Banco Mundial também atualizou a previsão para o desempenho econômico da região da América Latina e do Caribe, que deve crescer 2,3% em 2022 e 2,2% em 2023. A expectativa leva em consideração que a maioria dos países deverá reverter as perdas no Produto Interno Bruto (PIB) decorrentes da crise pandêmica.

    “Posicionam o desempenho regional entre os mais baixos do mundo em um período em que a região enfrenta grandes incertezas, com o possível surgimento de novas variantes do vírus, a escalada da pressão inflacionária e a guerra na Europa que ameaçam a recuperação mundial”, observa a instituição.

    Contudo, o documento adianta que, com a invasão russa na Ucrânia, o desempenho econômico da região deve apresentar um declínio de 0,4%.

    Segundo o BM, para evitar que a região volte a registrar baixas taxas de crescimento como na década de 2010, “os países da região precisam fazer as reformas estruturais há muito atrasadas e aproveitar as oportunidades oferecidas por uma economia mundial cada vez mais verde”.

    Nessa linha, a instituição defende o avanço de propostas que atraiam o investimento para infraestrutura, educação e inovação.