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    Banqueiros dizem que Haddad fez “discurso generalista” e que falta plano para a economia

    Convidados de evento da Febraban avaliam que Lula ainda não tem interlocutor com autoridade suficiente para falar sobre os planos futuros

    O ex-ministro Fernando Haddad (PT) participa de evento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban)
    O ex-ministro Fernando Haddad (PT) participa de evento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) Reprodução/CNN Brasil (25.nov.2022)

    Thais Arbexda CNN

    Banqueiros que participaram do almoço da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em São Paulo, nesta sexta-feira (25), classificaram à CNN o discurso do ex-ministro Fernando Haddad —cotado para assumir a Fazenda— como “muito generalista” e “sem consistência suficiente” para a plateia que esteve na Casa Charlô.

    A avaliação desses convidados foi a de que, além de não ter o time econômico definido, o governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também não tem um plano para a área. O presidente eleito pediu que Haddad o representasse no encontro da Febraban. O sentimento foi o de que Lula segue “absoluto” —ou seja, nenhum interlocutor tem autoridade suficiente para falar com clareza sobre os planos futuros.

    Embora Haddad tenha iniciado sua fala alertando que não queria “frustrar expectativas”, banqueiros disseram à CNN ter sentido falta da apresentação de um caminho claro sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para deixar o Bolsa Família fora do teto de gastos.

    A avaliação é que o caminho inicial, com quase R$ 200 bilhões fora da regra fiscal de forma permanente, não deve ser levado adiante, mas os convidados esperavam ouvir de Haddad qual será a solução.Um dos banqueiros disse à CNN ter saído do evento com a sensação de que Haddad não fez esforço para acalmar o mercado.

    Entretanto, esse mesmo banqueiro avalia que “existe uma rejeição exagerada a Haddad”. O problema, segundo ele, não é o ex-ministro ser nomeado para a Fazenda, mas sim a ausência de uma comunicação clara sobre os planos do PT para o fiscal.