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    BC do Japão contraria tendência global de aperto monetário e mantém juros baixos

    Autoridade monetária japonesa também anunciou planos para aumentar frequência de compras de títulos no próximo mês, aumentando esforços para defender política ultrafrouxa

    Presidente do banco central, Haruhiko Kuroda, disse que o Japão está fazendo alguns progressos para atingir sua meta de 2% de inflação
    Presidente do banco central, Haruhiko Kuroda, disse que o Japão está fazendo alguns progressos para atingir sua meta de 2% de inflação 23/09/2022. REUTERS/Florence Lo/Illustration

    Por Leika Kihara, da Reuters

    O Banco do Japão manteve a taxa de juros ultrabaixa nesta sexta-feira (28) e deixou inalterada sua orientação menos agressiva, consolidando sua postura como uma exceção entre os bancos centrais globais que apertam a política monetária.

    O banco central japonês também anunciou planos para aumentar a frequência de suas compras de títulos no próximo mês, aumentando os esforços para defender sua política monetária ultrafrouxa.

    O presidente do banco central, Haruhiko Kuroda, disse que o Japão está fazendo alguns progressos para atingir sua meta de 2% de inflação, já que o aumento dos preços amplia a chance de mais empresas aumentarem os salários no próximo ano.

    Mas ele disse que o banco central não está nem perto de aumentar as taxas de juros, com a inflação provavelmente ficando abaixo de sua meta de 2% para os próximos anos.

    “Esperamos que os salários aumentem gradualmente, refletindo a inflação recente”, disse Kuroda em uma conferência de imprensa. “Por enquanto, não esperamos que a inflação atinja 2% de maneira estável e sustentável no próximo ano fiscal.”

    Como amplamente esperado, o Banco do Japão deixou inalterada sua meta de -0,1% para as taxas de juros de curto prazo e um compromisso de orientar o rendimento dos títulos a 10 anos em torno de 0% sob sua política de controle da curva de rendimento (YCC).

    O banco central também manteve sua orientação “dovish”, projetando que as taxas de curto e longo prazo permanecerão em “níveis atuais ou inferiores”.