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    BCE avalia aumento maior de juros para controlar inflação recorde

    Banco deverá anunciar primeiro aumento dos juros em mais de uma década na próxima quinta, diante de um cenário econômico difícil exacerbado pela guerra na Ucrânia

    Discussão sobre o aumento dos juros em 0,25 ou 0,50 ponto percentual ainda está muito aberta, disseram fontes
    Discussão sobre o aumento dos juros em 0,25 ou 0,50 ponto percentual ainda está muito aberta, disseram fontes 23/01/2020REUTERS/Ralph Orlowski

    Por Francesco Canepa e Balazs Koranyi, da Reuters

    As autoridades do Banco Central Europeu (BCE) estão considerando aumentar os juros em 0,50 ponto percentual, mais do que o esperado, em sua reunião de quinta-feira (19) para domar a inflação recorde, disseram à Reuters duas fontes com conhecimento da discussão.

    Para amortecer o impacto dos custos de empréstimo maiores, eles também devem anunciar um acordo para ajudar países endividados como a Itália no mercado de títulos.

    O acordo exigirá que eles cumpram as regras da Comissão Europeia sobre reformas e disciplina orçamentária, disseram as fontes.

    O BCE deverá anunciar seu primeiro aumento dos juros em mais de uma década na próxima quinta-feira (21), diante de um cenário econômico difícil exacerbado pela guerra na Ucrânia.

    A inflação está alta e continua aumentando, enquanto o crescimento econômico diminuiu e uma crise política na Itália está mantendo os investidores nervosos.

    Essa dinâmica cria um ato de equilíbrio para o BCE, entre aumentar os juros para conter o crescimento dos preços e garantir que os mais endividados dos 19 países membros da zona do euro não se deparem com problemas financeiros como resultado.

    As fontes, que falaram sob condição de anonimato porque as deliberações são privadas, disseram que a discussão sobre o aumento dos juros em 0,25 ou 0,50 ponto percentual ainda está muito aberta.

    Outros grandes bancos centrais têm elevado os juros em incrementos maiores, como 0,75 ou mesmo 1 ponto, aumentando a pressão sobre o BCE para fazer mais.