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    BIS diz que BC´s “não estão fora de perigo”, mesmo com uma melhor perspectiva da inflação

    Órgão que supervisiona os bancos centrais do mundo se posicionou em relação à inflação nesta segunda-feira (4)

    O Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês) flexibilizou sua posição de linha dura em relação à inflação
    O Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês) flexibilizou sua posição de linha dura em relação à inflação Reuters

    Reuters

    O Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), órgão que supervisiona os bancos centrais do mundo, flexibilizou sua posição de linha dura em relação à inflação nesta segunda-feira (4), considerando o progresso recente como encorajador, mas enfatizou que os bancos centrais ainda não estão fora de perigo.

    Os dados econômicos globais começaram a mostrar uma tendência clara de que as máximas em várias décadas na inflação – causadas pela recuperação da pandemia da Covid-19 e pelo aumento nos preços da energia – estão no espelho retrovisor.

    Os mercados monetários estão precificando mais de 100 pontos-base de cortes nas taxas de juros do Federal Reserve dos EUA e do Banco Central Europeu no próximo ano, e mudaram o cronograma esperado para os primeiros movimentos para o primeiro semestre de 2024.

    O ritmo dessa mudança deixou algumas autoridades de política monetária desconfortáveis e, para o BIS, que organiza reuniões a portas fechadas dos principais banqueiros centrais do mundo, há um equilíbrio a ser alcançado.

    “As perspectivas melhoraram, mas o ponto principal que devemos ter em mente é que não estamos fora de perigo e que trabalho precisa ser feito”, disse Claudio Borio, chefe da unidade monetária e econômica do BIS.

    Os bancos centrais estão se mostrando “extremamente focados” em reduzir a inflação, acrescentou Borio, mas, em mais um sinal de abrandamento da retórica, ele disse que eles precisam ser “flexíveis e ágeis” se uma economia global em desaceleração assim o exigir.

    O “desdobramento do risco de crédito” após o enorme aumento nos custos de empréstimos ainda está por vir, disse ele, embora a reação comedida dos mercados ao aumento das tensões no Oriente Médio em outubro tenha sido tranquilizadora.

    Falando de forma mais ampla, Borio reiterou que a era das taxas de juros ultrabaixas foi deixada para trás, embora houvesse claramente um cabo de guerra sobre onde os mercados e os bancos centrais acham que as taxas de juros começarão a se estabilizar.

    Os bancos centrais “estão bem cientes dos riscos e manterão as taxas de juros altas pelo tempo que for necessário para reduzir a inflação“, disse Borio. “Veremos exatamente quanto tempo isso terá de durar”.

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